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Álvaro Amaro lamenta abordagem da Presidência Portuguesa para o sector agrícola: “Não há estratégias sem os agricultores”

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O eurodeputado do Partido Social Democrata Álvaro Amaro lamenta a abordagem da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia para o sector agrícola. E garante: “Não há estratégias sem os agricultores”.

A Comissão da Agricultura do Parlamento Europeu recebeu hoje, 26 de Janeiro, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, no âmbito da apresentação das prioridades da Presidência Portuguesa do Conselho para o sector agrícola. À afirmação da ministra de querer concluir a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) até Abril, o social democrata Álvaro Amaro afirmou que “foi com gosto” que ouviu essa ambição, “ao contrário do primeiro-ministro, que na apresentação das prioridades portuguesas não proferiu uma vez a palavra agricultura”.

O eurodeputado membro da Comissão da Agricultura centrou a sua intervenção na reforma na PAC e na discussão das propostas informais da Comissão Europeia sobre o Pacto Ecológico e as estratégias “Do Prado ao Prato”, e da Biodiversidade 2030. Sobre estas ambições, debatidas sem qualquer parecer do Parlamento Europeu e do Conselho, Álvaro Amaro recordou à ministra que “não há estratégias sem eficiência produtiva e um abastecimento alimentar seguro, que a pandemia veio revelar, e sem uma compensação devida aos agricultores. Não há estratégias sem os agricultores”.

O Eurodeputado questionou ainda a ministra se o Governo está a considerar que parcelas que tenham até 50% de mato possam, no futuro, vir a ser elegíveis para apoios da PAC. Para Álvaro Amaro esta possibilidade é irresponsável, tendo em conta o risco de fogos que existe em Portugal. “É correcto andar o Governo a obrigar as pessoas a limpar as matas e depois, às que não o fazem, possibilitar que beneficiem de subsídios? Além de perigoso, é uma incoerência e uma injustiça”, sublinhou o eurodeputado do PSD.

Cortes no POSEI

Finalmente, Álvaro Amaro perguntou a razão pela qual a ministra admitiu cortes no POSEI, a partir de 2022, se o assunto ainda não havia sido debatido nas negociações da PAC. “Não podemos aceitar isto”, garantiu o eurodeputado. Na resposta, a ministra veio contrariar o que havia sido dito anteriormente, e defendeu que a manutenção do POSEI para além do período de transição é uma prioridade.

Portugal preside ao Conselho da UE durante o primeiro semestre de 2021 e tem como prioridade promover uma recuperação económica da UE mais justa, verde e digital.

Agricultura e Mar Actual

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