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Alqueva: rendimento da cultura do arroz só chega para pagar factores de produção

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Actualmente o rendimento médio da cultura do arroz, conjuntamente com as ajudas específicas a esta cultura são o suficiente para pagar os custos de produção, refere o Anuário Agrícola de Alqueva de 2017, já disponível online.

Dizem os analistas da EDIA — Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva que “a continuação da aposta nesta cultura, em muitas situações, deve-se essencialmente ao facto de, para alguns terrenos, não existir alternativa cultural ao arroz”.

E acrescentam que, com a nova Política Agrícola Comum (PAC), tem de se “avaliar o impacto das alterações ao nível das ajudas, na rentabilidade da cultura do arroz, e concluir se é justificado continuar com esta actividade”.

O Anuário realça ainda que a tarifa de água para rega em Alqueva “pode comprometer (…), a rentabilidade da cultura do arroz”, na região do Alqueva.

A cultura

Em 2016, a área ocupada em Portugal com cultura de arroz rondava os 29,149 ha, dos quais 8,443 ha se encontravam no Alentejo.

Refere o Anuário que a cultura do arroz tinha já tradição, nos perímetros de rega existentes antes de Alqueva, como sejam Odivelas e o Roxo.

As explorações agrícolas existentes são de grandes dimensões para poderem ser mecanizadas e apresentarem custos de produção mais reduzidos. O método mais popular é o da sementeira directa. A utilização de fertilizantes e outros produtos fitossanitários na protecção da cultura está amplamente divulgada.

Variedades

Quanto às variedades cultivadas são a de Grão Arredondado – o arroz Carolino é o mais produzido em Portugal. Variedades como o Aríete e Euro são das mais produzidas — e a de Grão Alongado – também se produz algumas variedades de arroz Agulha.

A cultura do arroz de regadio implica a utilização de cerca de  11.000 m3 de água por ano.

O Anuário

A elaboração deste documento, da responsabilidade da EDIA, resulta da recolha de informação sobre as culturas, junto de especialistas, de produtores da região, informação de documentos, artigos e outra bibliografia publicada e disponibilizada pelas várias entidades do sector.

Foram também consultados dados e informação do Instituto Nacional Estatística (INE), do Gabinete de Planeamento e Políticas (GPP) e de outras instituições ligadas ao Ministério da agricultura, florestas e desenvolvimento rural.

Tendo em conta o tipo de variáveis em causa, este documento é objecto de actualizações periódicas, com base anual, por forma a incorporar as alterações que se vierem a verificar.

Pode consultar o Anuário Agrícola de Alqueva aqui.

Agricultura e Mar Actual

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