Algarve passa a integrar zona demarcada para a Trioza erytreae, insecto vector do Citrus greening

A DGAV — Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária actualizou ontem, 8 de Outubro, a zona demarcada para a Trioza erytreae, integrada pela lista das freguesias infestadas, das freguesias totalmente abrangidas pela zona tampão e das freguesias parcialmente abrangidas pela zona tampão.

A medida surge depois de detectada a presença da psila africana Trioza erytreae Del Guercio no Algarve, na freguesia do Rogil, concelho de Aljezur. Presença que está já a ser combatida pela Direcção Regional de Agricultura e Pesca do Algarve (DRAP Algarve) , que realizou, no passado dia 29 de Setembro, uma largada do parasitóide Tamarixia dryi naquela região.

Esta espécie de parasitóide, específico para esta praga, utilizado já noutros locais do País, onde esta praga tem vindo a ser assinalada, “tem revelado elevadas taxas de parasitismo, sendo considerado como um potencial organismo na aplicação da luta biológica contra esta importante praga da cultura dos citrinos”, refere uma nota de imprensa da DRAP Algarve.

Relembre-se que os agricultores espanhóis pedem “medidas drásticas para prevenir o avanço do vector transmissor Trioza erytreae da doença mais devastadora de a citricultura mundial”, a Huanglongbing (HLB), também denominado Citrus Greening ou Yellow Dragon.

Citrus greening

A Trioza erytreae, além de provocar estragos directos e significativos nos citrinos, é vector da doença denominada Huanglongbing (ou Citrus greening), considerada como a mais grave a nível mundial para estas espécies vegetais, causada pela bactéria Candidatus liberibacter, cuja entrada no território europeu se pretende evitar.

Pode ler o Despacho n.º 53/G/2021 da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, aqui, ficando a conhecer todas as zonas demarcadas.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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