Alentejo concentra mais de 80% da produção de azeite

A produção de azeite em 2024 alcançou os 1,96 milhões de hectolitros (180 mil toneladas), a segunda maior da série, registando um aumento de 12% face ao ano anterior, com uma funda a rondar os 15%. O Alentejo concentra mais de 80% da produção de azeite, essencialmente devido aos 66 mil hectares de olival intensivo em sebe (com mais 1.500 oliveiras por hectare), dos quais mais de 50 mil plantados nos últimos 10 anos avança a edição de 2024 das “Estatísticas Agrícolas” do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Quanto ao vinho, a campanha vitícola decorreu em condições climatericamente adversas, coincidindo as fases de maior vulnerabilidade sanitária das videiras com períodos de precipitação, humidade elevada e calor. Sob forte pressão de doenças criptogâmicas, sobretudo de míldio (geograficamente generalizado, mas com mais incidência nas regiões vitivinícolas de Lisboa e do Tejo, com ataques tardios sob a forma de Rot Brun12), de oídio (também com intensidade considerável nas regiões da Bairrada, do Dão e de Lisboa) e das podridões (nas regiões dos Vinhos Verdes e Beira Interior), o controlo destas doenças não foi, em muitos casos, totalmente eficaz, mesmo com o estrito cumprimento de exigentes calendários de tratamentos fitossanitários, realçam os técnicos do INE.

Este facto, associado aos estragos provocados pelos escaldões de Agosto e pelos incêndios de Setembro (regiões do Dão, Lafões e dos Vinhos Verdes), contribuíram para uma diminuição da produção (-8,1%, face à vindima de 2023), que foi de 6,8 milhões de hectolitros, acrescentam.

Refira-se ainda que, sobretudo na região vitivinícola de Trás-os-Montes, a procura de uvas para vinificar diminuiu significativamente, uma vez que diversas adegas de dimensão considerável ainda mantinham armazenadas grandes quantidades de vinho das campanhas anteriores.

Pode ler a edição de 2024 das “Estatísticas Agrícolas” aqui.

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