AJAP pede mais investimento nas regiões de baixa densidade. “É inconcebível ter um País a duas velocidades”

A AJAP — Associação dos Jovens Agricultores de Portugal considera “ser impensável ter um País a duas velocidades, uma parte que produz riqueza, presta serviços, detém o grosso do turismo, a grande maioria das empresas, (…) que faz projectos e se moderniza, que utiliza a grande maioria dos financiamentos europeus para as empresas, para as startups e para as grandes infra-estruturas”. “Esta parte do País ocupa 20% do território e reside 80% da nossa população”.

A outra parte, “ocupa 80% da área total e reside apenas 20% da população. Se não fosse o trabalho hercúleo dos autarcas e as organizações da sociedade civil onde a AJAP, tal como outras organizações, persiste e resiste, o cenário seria muito pior”, garante a Associação em nota de imprensa.

O investimento nestes territórios “não pode ser feito apenas a pensar no seu número de habitantes, tem de ser equacionado com base numa reflexão mais profunda para percepcionar onde todos falhamos com 80% do País ao longo destas cinco décadas. Falhamos na agricultura (apesar do que foi feito), falhamos na floresta (apesar do que foi feito), falhamos na criação de gado extensivo, falhamos no apoio e capacitação às pessoas, nomeadamente aos jovens e nas áreas do empreendedorismo, inovação, tecnologia e motivação empresarial nos territórios rurais”, frisa a mesma nota.

E adianta: “falhamos na criação de novas empresas e no rejuvenescimento das existentes (CAE não agrícolas), acima de tudo, falhamos porque pouco ou nada fizemos para impedir que a força de trabalho destas regiões as tivessem abandonado. Parte deste abandono poderia ser atenuado se as prioridades políticas ao longo destas décadas tivessem sido outras”.

A posição da AJAP surge após o Comissário Europeu para a Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, a convite do ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, ter visitado a 17 de Fevereiro várias explorações agrícolas nos concelhos de Leiria e Pombal, duas das áreas mais afectadas pelo mau tempo.

Agricultura e Mar

 
       
   
 

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