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Aicep diz que Roménia tem potencialidades para o reforço das exportações portuguesas

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A Aicep – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal acaba de publicar a “Ficha de Mercado da Roménia” (Abril de 2017), na qual faz uma análise da economia romena, das relações económicas bilaterais e das condições de acesso ao mercado, apresentando também um conjunto de informações úteis para exportadores e investidores nacionais.

A sua localização estratégica e as boas perspectivas de crescimento, num ambiente de estabilidade macroeconómica, com uma moeda estável e beneficiando dos fundos comunitários, tornam a Roménia “num mercado com potencialidades para o reforço das exportações portuguesas”, diz a Aicep.

Segundo explicam os analistas da Aicep, a Roménia, com uma população estimada de 19,2 milhões de habitantes, é o segundo maior país da Europa Central e de Leste, em termos de mercado interno, depois da Polónia. A adesão à União Europeia (UE), em 1 de Janeiro de 2007, determinou um processo de estabilização macroeconómica e de reformas estruturais do país, que começou em 2000, a par da modernização do tecido económico, com uma indústria de tecnologia média, em grande medida, graças também aos fluxos de investimento directo estrangeiro (IDE).

Em termos reais, o PIB cresceu 3,5% ao ano, entre 2013 e 2015, acelerou, em 2016, para 4,8%, estimando-se que se mantenha acima de 3,2% até 2021, um crescimento impulsionado, em grande medida, pela vitalidade do consumo interno, decorrente da aproximação do padrão de consumo romeno ao das economias ocidentais, nomeadamente nas maiores cidades.

A Roménia posicionou-se no comércio internacional, em 2015, no 43º lugar como exportador e em 40º como importador. Em 2016, a Alemanha foi o seu principal cliente, absorvendo 21,5% das suas exportações, e o seu principal fornecedor, com 20,5% das suas importações.

Procura de bens importados

Em 2017 e 2018, o grande motor da economia romena continuará a ser o mercado interno, com a procura de bens importados a oferecer oportunidades de negócio às empresas estrangeiras, prevendo-se, ainda, uma evolução positiva das suas exportações para a zona do Euro. A localização geográfica da Roménia posiciona-a, também, em vantagem no processo da deslocalização de empresas (alemãs e outras), ao oferecer menores custos de produção, sobretudo de mão-de-obra.

As exportações portuguesas de bens têm acompanhado a dinâmica do mercado, registando no período entre 2012 e 2016, uma taxa média anual de crescimento de 11,9%. Em sentido inverso, as importações registaram um crescimento médio anual negativo (-2,1%), com a balança comercial favorável a Portugal.

A Roménia, foi em 2016, o 18º cliente de Portugal (com 0,8% do total das exportações de bens), com os veículos e outro material de transporte a ocupar a 1ª posição (38% do total), seguindo-se as máquinas e aparelhos (24,6%), as matérias têxteis (10%), os plásticos e borracha (9%) e as peles e couros (4%), representando, no seu conjunto, 86% do valor exportado. Neste mesmo ano, foi o nosso 43º fornecedor (0,2% do total importado por Portugal), com os produtos agrícolas na 1ª posição (39,2% do total), seguindo-se o agrupamento relativo a máquinas e aparelhos (15,5%), os metais comuns (12,2%), os plásticos e borracha (9,5%) e os veículos e outro material de transporte (4,7%), que perfazem 81,1% do valor global de bens importado deste país.

Pode consultar o documento aqui.

Agricultura e Mar Actual

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