A AgroGlobal, a maior feira agrícola em Portugal, exclusivamente profissional e uma das mais relevantes da Península Ibérica, regressa de 9 a 11 de Setembro ao CNEMA — Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, em Santarém, para a sua 10ª edição.
“Reconhecida como o ponto de encontro de toda a fileira agropecuária e florestal, a AgroGlobal diferencia-se por ser uma feira 100% profissional e por levar a inovação para o terreno: este ano contará com 80 hectares de diversas culturas, na Quinta da Alorna, onde se poderão ver aplicadas as soluções que estão a transformar a agricultura portuguesa”, refere uma nota de imprensa da organização.
Durante três dias, agricultores, empresas, investigadores e decisores terão acesso ao que “de mais inovador a Agricultura tem para apresentar: da digitalização e das tecnologias de precisão até biossoluções e energias renováveis”.
Entre os exemplos que poderão ser observados no campo destacam-se:
- Arroz com rega gota-a-gota, que permite poupar milhares de litros de água por hectare e tornar a cultura mais resiliente;
- Milho com gota-a-gota, linhas pareadas, que aumenta em 20% a eficiência, hídrica e na necessidade de fertilizantes;
- Fertilizantes produzidos com baixas emissões de carbono, substituindo o gás natural pelo hidrogénio;
- Biossoluções inovadoras, que incrementam o potencial produtivo das culturas e a regeneração dos solos, activando o equilíbrio dos ecossistemas;
- Energia renovável aplicada à agricultura, incluindo combustíveis 100% renováveis para a maquinaria.
Estes avanços “reflectem uma agricultura em permanente transformação: Desde a entrada de Portugal na então, CEE, em 1986, o paradigma mudou muito. A PAC de então impunha o foco na maximização da produtividade das diversas culturas. No início do século XXI, as regras ambientais impunham práticas agrícolas mais restritivas e mais “verdes”. Um grande desafio, mas os agricultores continuam a conseguir elevadas produtividades com a ajuda da biotecnologia. Nesta altura o foco na rentabilidade é essencial para os agricultores competirem num mundo globalizado”, frisa a mesma nota.
“As mudanças geopolíticas impõem uma permanente actualização nos processos produtivos”, acrescenta, salientando que “entretanto a digitalização entrou na agricultura, disponibilizando novas ferramentas para auxiliar a monotorização na evolução das culturas. Actualmente a sustentabilidade, (ambiental e económica) e a inteligência artificial impactam nas decisões e práticas de todos nós. Será mais um salto evolutivo”.
O evento reúne centenas de expositores nacionais e internacionais – desde líderes mundiais de sementes, adubos e maquinaria agrícola até empresas tecnológicas e startups – e acolhe um programa de seminários e encontros profissionais sobre temas estratégicos: água e regadio, biotecnologia, sustentabilidade, investimento no sector agrícola e competitividade, inteligência artificial e segurança alimentar.
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