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Agricultores europeus: “sem uma avaliação de impacto abrangente, não podemos celebrar o primeiro aniversário da estratégia Do Prado ao Prato”

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A Copa-Cogeca, representante dos agricultores europeus, de que a Confagri — Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas é membro, diz que “sem uma avaliação de impacto abrangente, não podemos celebrar o primeiro aniversário da estratégia Do Prado ao Prato”.

Em comunicado a Copa-Cogeca alerta que esta estratégia “não afectará apenas a qualidade ambiental da nossa agricultura, mas também a nossa capacidade de produção, a nossa competitividade, as nossas importações e, em última instância, os preços ao consumidor”. E relembra que o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Frans Timmermans, tinha prometido a “realização de uma avaliação de impacto abrangente”. “No entanto, embora isso tenha sido prometido em várias ocasiões e em conformidade com os princípios de “boa governação” da Comissão, sabemos agora que essa avaliação não será efectuada”.

Aqueles agricultores pedem que se apliquem “três princípios do bom senso: ter uma política baseada em dados concretos e evidências científicas em conformidade com os princípios de tentar “legislar melhor“, e não com ideologia e posições políticas; começar a falar sobre ferramentas e tecnologias concretas capazes de entusiasmar a nossa comunidade agrícola com este projecto político; e, por último, chegar ao mesmo nível de ambição no mercado interno da UE e no que concerne aos parceiros comerciais internacionais que não partilham as mesmas ambições”.

Assinala-se hoje um ano desde que a Comissão Europeia apresentou a Estratégia Do Prado ao Prato, em Bruxelas. No entanto, não podemos comemorar este aniversário, dado que a Estratégia continua a levantar demasiadas questões na comunidade agrícola e agroalimentar europeia. Um ano de intenso debate que veio a multiplicar as nossas preocupações a este respeito”, salienta o mesmo comunicado.

Mas a Copa-Cogeca frisa: “sejamos muito claros, não nos opomos na essência à abordagem proposta pela da Estratégia Do Prado ao Prato ou no Pacto Ecológico. Estamos todos cientes de que nosso sistema alimentar deve integrar mais medidas para alcançar uma maior sustentabilidade e o mais rápido possível, mantendo os mais altos padrões de qualidade e acessibilidade dos alimentos”.

Os paradoxos das metas

No entanto, diz que, “como foi demonstrado no ano passado, também existem grandes paradoxos na composição dessas metas abrangentes e, quando os compreendermos totalmente, poderá ser tarde demais. Não devemos fugir do debate sobre esses paradoxos. Pelo contrário, devemos discuti-los colectivamente porque, mesmo que pareça haver uma desatenção colectiva por parte da UE, o que está em jogo é demasiado importante”.

Para aqueles agricultores europeus, a única maneira de ter um debate concreto sobre a essência da Estratégia Do Prado ao Prato teria sido a realização de uma avaliação de impacto abrangente. “Embora isso tenha sido prometido em várias ocasiões e em conformidade com os princípios de “boa governação” da Comissão, sabemos agora que essa avaliação não será efectuada”.

Por outro lado, dizem os estudos específicos, isolados, sobre os diferentes objectivos da estratégia “também não dão as respostas suficientes. Só se tomará consciência dos verdadeiros desafios que esta estratégia coloca, se os diferentes objectivos propostos forem adicionados e comparados”.

E relembram que, no domínio da política comercial, a própria Comissão “teve a coragem” de propor um estudo abrangente e altamente complexo do impacto cumulativo dos mais de 60 acordos comerciais assinados pela UE. “Então, por que razão isso não será possível também para a estratégia “Do Prado ao Prato”? Por que razão o Governo dos EUA já realizou um estudo sobre nossa política principal?”.

Agricultura e Mar Actual

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