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Agricultores do Baixo Alentejo escrevem à ministra: aumento proposto para o preço da água de Alqueva pode atingir os 140%

A FAABA – Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo enviou, na passada semana, uma carta à ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes para manifestar as suas preocupações sobre algumas questões relacionadas com a gestão da água do regadio de Alqueva.

Alertam aqueles agricultores que “o aumento proposto para o preço da água, que pode atingir os 140%, quer para os regantes directos da EDIA [Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva], quer para os regadios pré-existentes, inviabilizará a maior parte das culturas anuais praticadas nesta região”.

E frisam “que, estranhamente, a tutela não apresentou qualquer alternativa para minimizar o impacto brutal do preço proposto a ser aplicado na actual campanha agrícola já em curso. Acresce ainda, que os Perímetros de Rega pré-existentes, que compram a água à EDIA, já definiram nas respectivas assembleias gerais o preçário a aplicar para a presente campanha com valores muito inferiores aos agora propostos”.

“Debate sério com os agricultores”

Na carta enviada à ministra, os responsáveis da FAABA solicitam assim “um debate sério com os agricultores e suas associações para definir o futuro da gestão da água para regadio. Entendemos também que o tarifário para a presente campanha se deve manter em níveis semelhantes ao praticado na campanha anterior”.

Concretamente, aqueles agricultores estão preocupados com  proposta de revisão dos preços da água e o plano de contingência para rega, apresentados pela EDIA — Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva na reunião do Conselho para o Acompanhamento do Regadio de Alqueva, no passado dia 1 de Fevereiro.

Na carta, a direcção da FAABA realça “a longa ausência de comunicação (quase três anos após a última reunião) agravada por um período de pandemia e de seca severa a que se juntou um aumento brutal dos custos de produção, devido ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, sem que houvesse qualquer discussão acerca duma estratégia sustentável para a gestão da água do regadio de Alqueva”.

E acrescenta que na agenda da reunião do Conselho para o Acompanhamento do Regadio de Alqueva “constavam dois pontos vitais, designadamente o novo preçário da água e o seu plano de utilização, assuntos demasiado importantes que mereciam um amplo debate com os agricultores, mas antes do início da programação, quer da campanha agrícola, quer da campanha de rega”.

Por outro lado, no que diz respeito ao plano de utilização da água dentro do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA), dizem aqueles agricultores que “por exemplo, fomos confrontados com uma regra nova (desaprovada por todas as associações presentes), em que, quem regue mais do que 5 ha como precário não autorizado, será penalizado em 20% na água a fornecer. Não faz sentido, uma vez que a EDIA só vai fornecer água para a área dentro do perímetro e com base nas dotações aprovadas para as várias culturas”.

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