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AEP pede a Costa majoração dos apoios à exportação prevista no Portugal 2020

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O presidente da AEP foi claro e duro nas declarações ao primeiro-ministro António Costa. pede ao Governo que adopte medidas previstas e aponta falhas no sector portuário, tutelado por Ana Paula Vitorino.

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) instou ontem, 6 de Junho, o Governo a adoptar medidas de “majoração dos apoios à exportação” previstos no Portugal 2020, como forma de “estimular o investimento” e de “assegurar o contributo” dos empresários para o crescimento económico, que “não pode assentar apenas no mercado interno”.

O País precisa que o Produto Interno Bruto cresça e de mais investimento, mas os empresários “só investem se sentirem confiança” e se a economia funcionar com “mais previsibilidade”, afirmou o presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida, dirigindo-se ao primeiro-ministro, António Costa, no almoço-debate que nesta segunda-feira teve lugar na sede da Fundação AEP, no Porto.

Na desejável majoração dos incentivos públicos às exportações, deverão ser também considerados os apoios à “diversificação” e à “penetração em novos mercados” por parte das empresas portuguesas produtoras de bens e serviços transaccionáveis, enfatizou o dirigente associativo.

No evento, que não foi aberto à comunicação social, participaram mais de meia centena de empresários e gestores – a maior parte deles ligados aos principais grupos económicos sediados na região Norte -, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos.

Assumindo-se como porta-voz dos empresários presentes e de muitos daqueles que, embora ausentes, têm participado nos encontros que a AEP regularmente promove para debater a situação económica do país, Paulo Nunes de Almeida apontou a António Costa “três grandes prioridades” a considerar por quem tem “responsabilidades na condução dos destinos do país e na definição de uma política económica favorável ao investimento”.

É preciso clima de confiança

Trata-se, referiu, da criação de um clima de confiança que vá ao encontro das “expectativas e necessidades das empresas”, do funcionamento do sistema financeiro, nomeadamente da banca que apoia o investimento, e da relação entre o Estado e as empresas. Neste âmbito, disse ser “da maior importância” operacionalizar a ideia, contemplada no recente Simplex +, de criar uma conta-corrente entre o Estado e as empresas. Mas, ressalvou, importa que sejam tidos em conta “não apenas impostos e contribuições” obrigatórias, “mas tudo”, incluindo os “apoios ainda por pagar do QREN”.

A redução do horário de trabalho na Função Pública para as 35 horas semanais, as expectativas do tecido empresarial em relação às medidas tendentes à capitalização das empresas que serão conhecidas em breve e o papel da IFD – Instituição Financeira de Desenvolvimento e, sobretudo, da anunciada linha de apoio ao capital reversível foram outros dos tópicos da intervenção de Paulo Nunes de Almeida, que preside também à Fundação AEP.

O orador, cuja intervenção suscitou ao primeiro-ministro uma série de informações e explicações sobre a actividade governativa e algumas das medidas em que o Executivo está a trabalhar, referiu ainda a “necessidade de não esquecermos a importância das infra-estruturas ao serviço da economia e das empresas das regiões Norte e Centro”. A “indefinição” quanto à ampliação do terminal de contentores Sul do porto de Leixões constitui, a este nível, um caso “difícil de compreender”: o projecto está aprovado há muito, há financiamento assegurado e a obra continua sem ser lançada.

“Não se percebe!”, exclamou o presidente da AEP. “É fundamental para o futuro do maior porto de carga contentorizada da fachada atlântica e para a competitividade da economia da região Norte, mas continua sem avançar, pese embora a expectativa positiva criada com a intervenção directa da ministra do Mar no processo”, acrescentou.

Agricultura e Mar Actual

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