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ADVID abre inscrições para serviço de controlo da evolução da maturação das uvas

A ADVID — Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense informa que tem abertas as inscrições para o seu serviço de controlo da evolução da maturação das uvas.

“A qualidade dos vinhos depende de numerosos factores, como a qualidade da matéria-prima e a tecnologia de vinificação. No caso particular dos vinhos tintos, a qualidade é em grande parte determinada pelos compostos fenólicos, pois estes têm um papel fundamental nas suas características organolépticas. A composição e o teor em compostos fenólicos no vinho são essencialmente condicionados pelas características qualitativas das uvas, nomeadamente o seu grau de maturação”, refere a Circular 10 – Evolução da maturação: prestação de serviços 2022 da ADVID.

E realça que a determinação da data óptima da vindima, o controlo adequado da maturação das uvas, e em particular a sua composição fenólica e o seu potencial de extracção são factores de extrema importância para os enólogos.

Análises disponibilizadas

A ADVID disponibiliza um conjunto de análises, a realizar nos bagos e mostos, que permite monitorizar num máximo de 48h, e a partir de 200 bagos, tanto os parâmetros clássicos (açúcares, pH, acidez total) como a composição fenólica e ainda algumas determinações que lhe permitem avaliar melhor o estado de maturação, nomeadamente a do ácido málico, e trabalhar mais adequadamente a vinificação, como a do azoto assimilável.

Relativamente aos custos, a ADVID mantém a partilha destes, entre o orçamento geral da Associação e os associados que adiram a este serviço, pelo que o custo de Análise Sumária é de 4,00€ e o custo do Pacote 1 (Sumária + Fenólica+ Ácido Málico) é de 7,70€ / amostra (acrescido de IVA à taxa legal).

Este tipo de serviço está também aberto para não associados com um preço de 10,00€/amostra para Análise Sumária e 20,00€/amostra para o Pacote 1. A estes valores acresce o IVA à taxa legal em vigor. Ficha de inscrição aqui.

Porquê o controlo de maturação?

Segundo a ADVID, o controlo de maturação das uvas é uma ferramenta de diagnóstico que permite: avaliar a qualidade da colheita; conhecer o potencial do terroir; monitorizar o estado fitossanitário; e determinar a data óptima da vindima.

Que parcelas escolher? Parcelas homogéneas que sejam representativas da exploração; vinhas tardias e precoces; e com diferentes características (tipo de solo, exposição, diferentes idades, …).

As parcelas devem manter a mesma referência de um ano para o outro por forma a serem acompanhadas ao longo de vários anos e assim consolidar informação sobre essas parcelas. Dentro de cada parcela, a recolha das amostras deve ser realizada sempre nos mesmos locais.

A amostragem deve iniciar-se, idealmente, no final do pintor, permitindo assim monitorizar toda a evolução da maturação na parcela. Recomenda-se no mínimo a realização de duas amostragens antes da vindima, devendo estas seguir alguns princípios como sendo:

• Marcar 4 bardos, contínuos, nas parcelas escolhidas de acordo com a Figura 1;

• Marcar 20 videiras, contínuas, nos bardos escolhidos;

• Colher 200 bagos de forma aleatória, nunca mais de 2 por cacho, sendo que a colheita deve ser feita em posições diferentes do cacho (e.g.: um na extremidade do cacho e outro próximo da inserção com a vara; alternância entre cachos expostos ao sol e à sombra), conforme a Figura 2;

• Em todos os níveis da videira e ao longo de todo o comprimento do bardo, Figura 2 (evitar as bordaduras e as extremidades das linhas, devem ser excluídas da amostragem);

• Colher os bagos sempre à mesma hora, preferencialmente no período da parte da manhã, para evitar desvios dos dados e minimizar as variações.

A ADVID relembra que as amostras devem ser acondicionadas em sacos, devidamente identificados (data, nome, local, casta), e sempre com a mesma referência quando diga respeito a amostras repetidas semanalmente. Estas devem ser entregues na ADVID acompanhados com uma listagem das amostras em causa, de preferência no dia da colheita, caso contrário guardar no frigorífico ou em mala térmica.

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