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Açores vão ter inventário florestal actualizado em 2019

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O secretário Regional da Agricltura e Florestas açoriano anunciou na Assembleia Legislativa, na Horta, que vai ser feita uma actualização do inventário florestal dos Açores, adiantando que o documento estará concluído em 2019.

“Posso anunciar que, em 2019, teremos a publicação de um novo inventário florestal da Região”, afirmou João Ponte, que falava no debate de um projecto de resolução que recomenda ao Governo Regional a abertura de concurso para corte, comercialização e reflorestação das matas públicas de criptoméria em estado de maturação adequado nas Flores.

Refira-se que o arquipélago dos Açores dispõe desde 2007 de um inventário florestal. João Ponte salientou que 50% do povoamento florestal na ilha das Flores tem uma idade superior a 30 anos e 30% tem menos de 20 anos.

Venda de madeira das matas públicas

O secretário Regional assegurou que, neste momento, não há condições objectivas para se proceder ao corte e venda de madeira de matas públicas na ilha das Flores, estimando um prazo de cinco a 10 anos para que isso venha a ocorrer.

“Neste momento, não há condições objectivas para se proceder ao corte. Não há empresas preparadas para tal e, por outro lado, as matas públicas existentes estão em boas condições sanitárias”, afirmou João Ponte, acrescentando que a madeira cortada em matas privadas tem sido suficiente para abastecer o mercado local.

João Ponte acrescentou que “não houve até à data qualquer solicitação para a exploração e corte de áreas florestais públicas nas Flores”, pelo que o entendimento do Executivo é avançar com um concurso entre cinco a 10 anos, para um corte de 10 a 13 hectares em média por ano, sendo a madeira certificada e destinada à exportação.

O secretário Regional rejeitou que haja concorrência desleal entre a madeira cortada nas matas públicas e privadas, frisando que, no primeiro caso, a madeira é certificada e destina-se à exportação. “Não houve, não há, nem haverá qualquer concorrência desleal entre as matas públicas e as matas privadas”, assegurou João Ponte.

O governante salientou que os concursos que a Região lançou para os cortes de madeira em matas públicas continham duas importantes premissas, nomeadamente a certificação e a exportação, logo “nunca poderia haver concorrência desleal”, uma vez que a madeira não se destinava ao mercado local.

Agricultura e Mar Actual

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