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36% dos restaurantes podem avançar para insolvência. AHRESP pede reforço urgente dos apoios a fundo perdido

O novo encerramento obrigatório da restauração e similares, bem como a suspensão da actividade do alojamento turístico por ausência de procura, já dura há um mês. Resultado: 51% das empresas de restauração e similares indicam estar com a actividade totalmente encerrada e 36% ponderam avançar para insolvência, dado que as receitas realizadas e previstas não permitirão suportar todos os encargos que decorrem do normal funcionamento da sua actividade.

Estas são as conclusões da AHRESP — Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, no seu inquérito de Janeiro, que evidencia “contínuos despedimentos e empresas no limite da sua sobrevivência”. Por isso, diz ser “urgente o reforço imediato dos apoios a fundo perdido”.

AHRESP apresentou ao Governo a criação de um Mecanismo Único de Apoio às Empresas, que permita um acesso ágil, simplificado e concentrado, através de uma única candidatura, aos apoios disponíveis

“A situação de extrema fragilidade que a pandemia Covid-19 tem vindo a provocar ao longo dos últimos 11 meses nas actividades da restauração, similares e do alojamento turístico está a deixar milhares de empresas e muitos milhares de postos de trabalho sem qualquer viabilidade”, refere um comunicado da Associação.

Os resultados do inquérito da AHRESP do mês de Janeiro, que contou com 1.042 respostas válidas, “apresenta a continuidade de um cenário dramático”.

Para as empresas de restauração e similares inquiridas, a quebra de facturação do mês de Janeiro foi “avassaladora: 79% das empresas registaram perdas acima dos 60%”. Como consequência da forte redução de facturação, 18% das empresas não conseguiram efectuar o pagamento dos salários em Janeiro e 18% só o fez parcialmente;

Despedimentos

Perante esta realidade, 44% das empresas já efectuaram despedimentos desde o início da pandemia. Destas, 19% reduziram em mais de 50% os postos de trabalho a seu cargo. 19% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do primeiro trimestre de 2021.

No que respeita aos apoios à manutenção dos postos de trabalho, diz a AHRESP que 25% das empresas não apresentaram candidatura ao lay off simplificado, e destas, 14% indicaram como motivo a possibilidade de poderem efectuar despedimentos.

Quanto aos novos programas de apoio a fundo perdido, a Associação garante que muitas empresas vão ficar de fora: 38% não apresentaram candidatura ao Apoiar.PT, das quais 67% não cumprem com os requisitos de acesso.

Alojamento turístico

Já no alojamento turístico, 31% das empresas indicam estar com a actividade suspensa. Das empresas com actividade em funcionamento, em Janeiro, 42% não registou qualquer ocupação, e 32% indicou uma ocupação até 10%. Para o mês de Fevereiro, 65% das empresas estimam uma taxa de ocupação zero, e 19% das empresas perspectivam uma ocupação máxima de 10%;

À data de preenchimento do inquérito, apenas 12% das empresas indicaram ter reservas para o período da Páscoa e 16% das empresas ponderam avançar para insolvência por não conseguirem suportar todos os normais encargos da sua actividade.

Face aos resultados apresentados, “é evidente a insuficiência dos apoios até aqui disponibilizados e a necessidade urgente do seu reforço. Por outro lado, as mais de 95% de micro e pequenas empresas da restauração e alojamento não têm capacidade para aceder à complexidade destes apoios”, acrescenta o mesmo comunicado.

Perante esta situação, a AHRESP apresentou ao Governo a criação de um Mecanismo Único de Apoio às Empresas, que permita um acesso ágil, simplificado e concentrado, através de uma única candidatura, aos apoios disponíveis.

“É este o momento de apoiar as 120.000 empresas da restauração, similares e alojamento turístico, os 400.000 postos de trabalho directos que têm a seu cargo, e os muitos outros milhares de empresas e de postos de trabalho que dependem de nós, e da nossa existência enquanto actividade económica”, salienta a direcção da Associação.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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