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Vai à praia? Evite o contacto com a Caravela-Portuguesa. Saiba o que fazer

O IPMA — Instituto Português do Mar e da Atmosfera alerta para o avistamento de diversas espécies de organismos gelatinosos, nomeadamente de Velella velella e Physalia physalis (esta última conhecida por Caravela-Portuguesa).

E recomenda que se evite o contacto com os organismos, relembrando os procedimentos adequados em caso de contacto com a Caravela-Portuguesa:

  • Lavar a zona afectada com água do mar, sem esfregar
  • Remover os tentáculos que ainda permaneçam na pele com uma pinça
  • Aplicar vinagre e bandas (ou água) quentes
  • Consultar assistência médica

“O GelAvista continua a receber muitos avistamentos de diversas espécies de organismos gelatinosos, nomeadamente de Velella velella e Physalia physalis”, refere um comunicado do IPMA.

GelAvista

O GelAvista é o programa responsável pela monitorização dos organismos gelatinosos em toda a costa portuguesa, lançado em Fevereiro de 2016. Pretende envolver a comunidade no desenvolvimento da ciência, colmatando assim a falta de conhecimento em Portugal sobre os organismos gelatinosos.

Explica o IPMA que o aparecimento destes seres se trata de “um fenómeno, de crescimento rápido naturais e sazonais das espécies, que ocorre anualmente, motivados por condições oceanográficas e ambientais favoráveis à sua reprodução. O ano de 2019 tem sido caracterizado por um período mais longo e intenso de arrojamento destas espécies, detectadas desde o final de Janeiro”.

Os dados do programa GelAvista indicam que a abundância destes organismos é já menor do que no final de Maio e início de Junho, mas “teremos de aguardar a evolução dos factores oceanográficos locais para perceber como poderá progredir o transporte destas espécies. É previsível que a abundância diminua gradualmente ao longo do tempo”, explicam os técnicos daquele Instituto.

As praias onde anda a Caravela-Portuguesa

Para o mês de Julho, os avistamentos da espécie Physalia physalis (Caravela-Portuguesa) recebidos pelo GelAvista deram-se nas seguintes praias:

• Lisboa: Praia da Areia Branca (Lourinhã), Praia da Peralta (Lourinhã), Praia de Porto Dinheiro (Lourinhã), Praia de S. Lourenço (Mafra), Praia do Giribeto (Sintra), Praia de Carcavelos

• Algarve: Praia da Amoreira (Aljezur), Praia de Faro

• Leiria: Praia da Gambôa (Peniche)

• Açores: Praia do Varadouro (Faial), Praia das Milícias (São Miguel), Silveira (Terceira), Zona balnear das Cinco Ribeiras (Terceira), Serretinha (Terceira); Cais da Calheta (Santa Cruz da Graciosa)

Indivíduos da espécie Velella velella foram avistados em:

• Coimbra: Praia da Tocha (Cantanhede), Praia de Mira (Cantanhede)

• Lisboa: Praia da Areia Branca (Lourinhã), Praia do Areal (Lourinhã), Praia da Peralta (Lourinhã), Praia de S. Lourenço (Mafra), Praia da Calada (Mafra), Praia da Foz do Lizandro (Ericeira), Praia do Sul (Ericeira), Praia do Algodio (Ericeira), Praia de Ribeira de Ilhas (Ericeira), Praia do Giribeto (Sintra), Praia da Cresmina (Sintra), Praia da Samarra (Sintra), Praia da Princesa (Caparica)

• Setúbal: Praia Grande (Tróia)

De cor azul, mas diferentes

Acrescenta o IPMA que ainda que ambas as espécies tenham uma cor azulada, importa esclarecer as diferenças:

• Physalia physalis (Caravela-Portuguesa) – apresenta um flutuador em forma de “balão” e, em geral, de dimensões maiores do que a Velella. Os seus tentáculos podem chegar aos 30 metros de comprimento e são muito urticantes, capazes de provocar graves queimaduras. É a espécie que requer maior cautela por parte dos banhistas nas águas Portuguesas.

• Velella velella – apresenta um flutuador em forma de “vela” triangular achatada. São em geral de pequenas dimensões, o diâmetro varia entre 1 a 7 cm e possuem tentáculos curtos, ligeiramente urticantes que na maioria dos casos não representam perigo para os banhistas.

Comunique as ocorrências

Avistamentos de qualquer espécie de organismos gelatinosos poderão ser comunicados ao programa GelAvista através de plancton@ipma.pt ou da aplicação GelAvista para sistemas Android.

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