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Vacas leiteiras: CEVA Santé Animale retira todos os lotes de Velactis na Europa

A CEVA Santé Animale decidiu proceder à recolha voluntária de todos os lotes do Velactis nos países europeus. A empresa titular da AIM do medicamento veterinário tomou esta medida prevendo já a suspensão da autorização de introdução no mercado por motivos de segurança.

O medicamento veterinário Velactis foi autorizado pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) a 9 de Dezembro de 2015. Este medicamento contém cabergolina e destina-se à utilização no maneio das explorações de vacas leiteiras, como auxiliar na interrupção da lactação no momento da secagem das vacas, reduzindo a produção de leite.

A DGAV – Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária divulga a informação comunicada pela CEVA e recomenda aos distribuidores por grosso, locais de aquisição directa e estabelecimentos de venda a retalho de medicamentos veterinários que “cessem de imediato a venda ou dispensa de todos os lotes; contactem os utilizadores finais (produtores), solicitando a devolução das unidades de Velactis não utilizadas; e forneçam o mais rapidamente possível, a informação sobre os lotes e quantidades em stock e devolvam todas as unidades não utilizadas, à Ceva Saúde Animal – Produtos Farmacêuticos e Imunológicos”.

Segundo a DGAV, é recomendado aos médicos veterinários que “cessem de imediato a prescrição do medicamento veterinário Velactis, avisem os utilizadores finais (produtores) de que devem devolver ao respectivo fornecedor todas as unidades de Velactis não utilizadas, e devolvam quaisquer unidades que tenham em seu poder ao respectivo fornecedor”.

Pode ler aqui os detalhes da fundamentação do parecer da Agência Europeia do Medicamento (AEM/EMA), recomendando a suspensão da autorização de introdução no mercado.

Perigo de morte

A DGAV tomou recentemente conhecimento da ocorrência noutros Estados-membros, predominantemente na Dinamarca, de eventos adversos inesperados após a administração do Velactis, para os quais a relação de causalidade ainda não foi determinada.

Foram notificadas reacções adversas após a administração, envolvendo decúbito (vacas caídas) e em alguns casos a morte. Entre outros sintomas foram também relatados hipotermia, hipocalcémia, transtornos ruminais, diarreia, doença vascular periférica, ataxia, adipsia e falha da eficácia esperada. A maioria dos sintomas, e em particular o decúbito, ocorreram entre as 8 e as 24 horas após o tratamento. Há indícios de que alguns dos casos de decúbito foram revertidos pelo tratamento da hipocalcémia.

Informação mais detalhada está disponível no Portal da EMA.

Agricultura e Mar Actual

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