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Taxa de desemprego desce para 8,8% em Junho, valor mais baixo desde Março de 2009

A taxa de desemprego do segundo trimestre de 2017 foi de 8,8%. Este valor é inferior em 1,3 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior e em 2,0 p.p. ao do trimestre homólogo de 2016, divulga hoje, 9 de Agosto, o Instituto Nacional de Estatística (INE). É o mais baixo desde Março de 2009 e abaixo da média da área do euro (9,1%).

Para a analista do Millennium bcp, Márcia Rodrigues, “o contexto de melhoria da natividade económica e de maior optimismo dos empresários está assim a fomentar um maior dinamismo no mercado de trabalho, o que permitiu reduzir a taxa de desemprego em Portugal para níveis inferiores à média da área do euro (9,1%) pela primeira vez nos últimos oito anos”.

Adiantam os técnicos daquele Instituto que a população desempregada, estimada em 461,4 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 11,9% (menos 62,5 mil), prosseguindo as diminuições trimestrais observadas desde o segundo trimestre de 2016. Em relação ao trimestre homólogo, verificou-se uma diminuição de 17,5% (menos 97,9 mil).

A população empregada, estimada em 4.760,4 mil pessoas, verificou um acréscimo trimestral de 2,2% (mais 102,3 mil). Em relação ao trimestre homólogo, verificou-se um aumento de 3,4% (mais 157,9 mil), o maior desde o quarto trimestre de 2013.

No segundo trimestre, a taxa de desemprego reduziu-se “de forma muito significativa, ao passar de 10,1% para 8,8%, atingindo o valor mais baixo desde Março de 2009. Habitualmente, este trimestre é caracterizado por uma forte redução do desemprego, devido à maior procura de trabalhadores neste período para as actividades relacionadas com o turismo, no entanto, a redução do desemprego, ainda que tendo sido mais acentuada ao nível dos serviços neste trimestre, foi generalizada aos vários sectores de actividade e segmentos da população, sendo de salientar a forte queda no segmento etário acima dos 45 anos”, explica a analista do Millennium bcp, Márcia Rodrigues.

Aquela analista adianta ainda, na sua nota de conjuntura, que, a par com “a forte redução do número de desempregados, o emprego registou um aumento de 3,4%, em termos homólogos, o que representa o maior crescimento desde o início de 1999, obtido não só graças ao aumento do emprego nos serviços, mas também devido a um incremento muito significativo do emprego no sector da indústria e construção, que desde o final de 2000 que não tinha um contributo tão significativo para o crescimento total do emprego (1,0 p.p.)”.

Márcia Rodrigues destaca também que a contratação sem termo “continua a aumentar de forma progressiva, tendo subido 4,8% (em termos homólogos) no primeiro semestre deste ano, o que compara com 1,6% em 2016”.

Desemprego jovem a descer

A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) foi de 22,7%, menos 2,4 p.p. do que no trimestre anterior e menos 4,2 p.p. do que no trimestre homólogo de 2016. Entre os jovens dos 15 aos 34 anos, 10,8% não estavam empregados, nem em educação ou formação, o que representa uma diminuição de 1,0 p.p. face ao trimestre anterior e de 1,9 p.p. face ao homólogo.

Segundo o INE, a proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) foi de 59,2%, mais 0,3 p.p. do que no trimestre anterior e menos 4,9 p.p. do que no trimestre homólogo de 2016.

A taxa de subutilização do trabalho foi de 16,6%, tendo diminuído 1,6 p.p. face ao trimestre anterior e 2,7 p.p. em relação ao segundo trimestre de 2016. Nestas estimativas trimestrais foi considerada a população com 15 e mais anos e os valores não são ajustados de sazonalidade.

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