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Produção de azeite desce, mas mantém-se acima de um milhão de hectolitros

A colheita da azeitona/laboração dos lagares já terminou, exceptuando casos pontuais no interior Norte. O Instituto Nacional de Estatística (INE), através do Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Março de 2019, estima um decréscimo de 25% na produção de azeite, para cerca de 1,1 milhões de hectolitros. Ainda assim, a terceira maior produção desde 1986.

Refere o Boletim que se registou um atraso significativo na maturação dos frutos face ao habitual, resultante de condições meteorológicas adversas que originaram um início de ciclo demorado e uma interrupção do amadurecimento das azeitonas no período das ondas de calor de Agosto (com as oliveiras a terem que priorizar as funções vegetativas em detrimento das reprodutivas).

Ano de contrassafra bastante evidente

O ano de contrassafra foi bastante evidente, com os olivais tradicionais de sequeiro a apresentarem cargas de frutos muito heterogéneas, estimando-se um decréscimo de 25% na produção de azeite, para cerca de 1,1 milhões de hectolitros (ainda assim, a terceira maior produção desde 1986). A qualidade dos azeites produzidos é boa, com baixa acidez e cumprindo elevados parâmetros sensoriais.

Realçam os técnicos do INE que este decréscimo, que se segue ao ano mais produtivo desde que há registos sistemáticos, resulta quer duma redução da produção de azeitona para azeite, quer da diminuição do rendimento da azeitona em azeite (funda), variáveis que nas últimas campanhas se tornaram mais interdependentes (facto a que não será alheia a recente instalação de olivais intensivos e semi-intensivos e a modernização de muitos olivais tradicionais).

Agricultura e Mar Actual

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