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Previsões agrícolas do INE: quedas de 10% no trigo e cevada. Arroz e batata crescem 5%

As previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 30 de Junho, apontam para uma diminuição generalizada nos rendimentos unitários dos cereais de Outono-Inverno, em resultado das elevadas temperaturas e escassa precipitação de Março.

Segundo o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Julho de 2019, estimam-se diminuições de 10% no trigo e cevada e de 15% no triticale e aveia.

Quanto às culturas de Primavera-Verão, prevê-se a manutenção da tendência de redução das últimas campanhas para a área de milho, com menos 4 mil hectares semeados.

Arroz e batata

No arroz e na batata, antecipam-se aumentos de 5% na produtividade, enquanto no tomate para a indústria e no girassol deverá registar-se uma manutenção dos resultados alcançados na campanha anterior.

Pomares

Nos pomares, os técnicos do INE prevêem aumentos de produção nas prunóideas, em particular nos pessegueiros (+10%) e nas cerejeiras (que regressa a uma produção próxima das 19 mil toneladas).

Nas pomóideas, as macieiras também deverão aumentar a produtividade (+20%), em particular no interior Norte, ao passo que nas pereiras, em consequência de vingamentos irregulares, esperam-se diminuições de 10%.

Junho muito frio

Explica o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Julho de 2019 que o mês de Junho caracterizou-se, em termos meteorológicos, como muito frio.

O valor médio da temperatura média do ar, 18,2ºC, foi inferior à normal 1971-2000 em 1,2ºC, tendo sido o Junho mais frio dos últimos 22 anos.

Quanto à precipitação, o mês classificou-se como normal. O valor médio da quantidade de precipitação (23,8mm) correspondeu a cerca de 74% da normal, ainda que com registos muito inferiores no interior do Baixo Alentejo e Algarve.

No final de Junho, e de acordo com o índice meteorológico de seca PDSI, mantém-se a situação de seca meteorológica do final do mês anterior: cerca de 98% do território encontra-se em seca meteorológica (igual valor em Maio), sendo que nas classes mais intensas (extrema e severa) encontra-se 33,9% do território (30,4% em Maio).

Estas condições meteorológicas permitiram a realização dos trabalhos agrícolas sem constrangimentos.

Verificou-se, no entanto, a necessidade de proceder com urgência a tratamentos preventivos anti-fúngicos em vinhas e pomares, principalmente nas regiões Norte e Centro, onde a ocorrência de precipitação criou condições favoráveis para o desenvolvimento de doenças criptogâmicas.

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