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Líderes mundiais reunidos em Nova Iorque no Dia Mundial dos Oceanos

Assinala-se hoje, 8 de Junho, o Dia Mundial dos Oceanos, numa semana em que as Nações Unidas acolhem a sua primeira Conferência dos Oceanos, em Nova Iorque. Sob o mote “Our Oceans, Our Future”, e no âmbito da implementação do Objectivo 14 de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, esta conferência pretende exortar os países a acelerar as acções para reverter o estado actual do oceano.

Neste evento de grande relevo, Portugal tem um papel muito importante enquanto facilitador, juntamente com Singapura. Destaca-se também a participação da Fundação Oceano Azul, única ONG portuguesa e uma das únicas fundações presentes. A Fundação Oceano Azul já apresentou 7 voluntary commitments, entre os quais se destacam o Programa para a Conservação dos Oceanos do Oceanário de Lisboa, o Ocean Alive, ou ainda o Projecto Blue Azores.

Tiago Pitta e Cunha, CEO da Fundação Oceano Azul destaca a importância desta grande conferência e realça que “o mar é fundamental para vencer o desafio deste século, a sustentabilidade”. Hoje, no Dia Mundial dos Oceanos, as Nações Unidas relembram a importância da protecção e conservação dos Oceanos para o futuro da Humanidade, através de um vasto programa que inclui, entre outros, intervenções de Miguel Serpa Soares, sub-secretário Geral da ONU para os Assuntos Legais, ou ainda de Leonardo DiCaprio, “mensageiro da paz” das Nações Unidas.

Contexto de urgência

É num “contexto de urgência, em que 80% da poluição no oceano deriva da actividade humana em terra” que, até 9 de Junho, líderes dos 193 estados membros se juntam a representantes da sociedade civil, do universo académico, científico e empresarial, para discutir e assumir os compromissos necessários para proteger e conservar os oceanos, explica uma nota da Fundação Oceano Azul.

No total, são já mais de 1.000 os voluntary commitments apresentados nesta conferência. No momento da abertura, o Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou para a gravidade da situação: “A saúde dos nossos oceanos exige que sejam postos de lado os ganhos nacionais de curto-prazo, para evitar uma catástrofe global a longo prazo”.

Para o Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Peter Thomson, “o mais provável é que esta conferência seja a melhor oportunidade que alguma vez teremos para reverter o ciclo de declínio que a actividade humana trouxe ao Oceano”.

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