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Leilão de madeira ardida rende 2,85 M€. 100 lotes ficaram sem comprador

Realizou-se hoje, 26 de Abril, mais um leilão de madeira ardida proveniente de matas nacionais e perímetros florestais geridos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). a hasta pública aconteceu em Viseu e contava com 152 lotes de madeira.

Apenas 52 tiveram comprador, totalizando um encaixe de 2,85 milhões de euros o que permitiu ao Estado arrecadar 65% do valor.

Dos 114 lotes de material lenhoso de matas nacionais e perímetros florestais da Região Centro levados a hasta pública, foram vendidos 52 (26% do total). Já quanto ao encaixe do leilão, que tinha um valor base total de 4,443 milhões de euros, a venda do lotes, por 2,85 milhões de euros, permitiu ao Estado arrecadar 65% do valor.

Os valores mais elevados foram conseguidos com a madeira da Mata Nacional de Leiria, sendo que, de 15 lotes a leilão, foram vendidos seis.

55 empresas admitidas

Esta hasta pública, à qual foram admitidas 55 empresas, teve como objetivo alienar 114 lotes de material lenhoso provenientes das matas nacionais de Pedrógão, Leiria, Urso, Quiaios, Vagos e Covilhã e dos perímetros florestais do Paião, Dunas de Cantanhede, Dunas de Vagos, Préstimo, S. Salvador, Serra do Crasto, Penoita, S. Pedro do Sul, Vouga, S. Miguel e S. Lourenço, Leomil, Arca, Serra do Pisco, Serra da Estrela, Alcongosta, Castelo Novo, Louriçal do Campo, Alge e Penela, S. Pedro Dias e Alveite, Mata do Braçal, Castanheira de Pera, Necessidades, Rabadão, Pampilhosa da Serra e Serra da Aveleira.

Encaixe entre 25 e 35 M€ em toda a madeira ardida

Refira-se que durante a manhã a generalidade da comunicação social esteve a dar como certo que o Governo esperava um encaixe até 35 milhões de euros com o leilão realizado hoje em Viseu.

“Face à insistência da comunicação social” na divulgação da informação segundo a qual “o Estado espera arrecadar entre 25 e 35 milhões de euros no leilão de madeira ardida que esta manhã teve lugar”, o ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e Florestas esclarece que esse valor se refere “à expectativa do Estado para a totalidade da madeira ardida em Matas Nacionais e Perímetros Florestais geridos pelo ICNF, que será vendida ao longo de sucessivas hastas públicas, cujo processo de marcação está em curso”.

Agricultura e Mar Actual

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2 comentários

  1. João Fidalgo

    Estranho que a notícia não tenha valores idênticos aos de outros meios de comunicação social. Os factos mostram que o estado encaixou menos de 10% do valor previamente estimado mas parece que vendeu já 1/3 da madeira (de melhor qualidade). Ao fim de seis meses após os incêndios, se calhar até é bom, quando consideramos a madeira de pinheiro-bravo. Veremos se no futuro as alterações climáticas responsáveis pelos grandes incêndios chegam também a Espanha (à escala portuguesa) ou se continuam a ser apenas um problema local (parece que em Espanha o ordenamento florestal conta pouco com o eucalipto e há zonas pouco “ordenadas” em que há poucos incêndios.

    • CarlosCaldeira

      Bom dia. Os valores são os mesmos do i online ou da Renascença, ou do Expresso. Foram divulgados pela Lusa. Atenção que da parte da manhã todos escreviam que o Estado previa encaixar até 35 milhões de euros, mas isso é em todos os leilões e não apenas neste.

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