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INE: Pastagens e forragens com adiantamento no desenvolvimento vegetativo

A ausência de precipitação, associada a uma grande amplitude térmica (baixas temperaturas nocturnas e altas temperaturas diurnas), conduziu a um considerável adiantamento no desenvolvimento vegetativo das pastagens e forragens.

Segundo o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Março de 2019, do Instituto Nacional de Estatística (INE), este facto, mesmo considerando a regular ocorrência de precipitação durante o mês de Março, pode comprometer a normal curva de crescimento de matéria verde dos próximos meses, com naturais implicações no fornecimento de alimentos aos efectivos.

Animais sem dificuldades de acesso às pastagens

Neste momento, adiantam os técnicos do INE, duma forma generalizada, os animais continuam sem dificuldades de acesso às pastagens, sendo o recurso a alimentos conservados (palhas, fenos e silagens) e concentrados (rações industriais) considerado normal para a época e muito inferior ao que sucedia no ano passado.

Fevereiro quente e muito seco

Realça ainda o Boletim do INE que o mês de Fevereiro caracterizou-se, em termos meteorológicos, como quente e muito seco.

A temperatura média do ar (10,6ºC) foi 0,6ºC superior à normal 1971-2000, com registo de máximos históricos da temperatura máxima para o mês de Fevereiro em cerca de 30% das estações meteorológicas (quase todas no Norte e Centro e concentrados na última década do mês).

Fevereiro, o quarto mais seco desde 2000

Quanto à precipitação, o valor médio de 34,4mm corresponde a cerca de 1/3 da normal, o que posiciona este Fevereiro como o quarto mais seco desde 2000. No final do mês, e de acordo com o índice meteorológico de seca PDSI, 61,9% do território continental encontrava-se em seca moderada e severa.

Estas condições meteorológicas permitiram a execução das tarefas agrícolas sem qualquer limitação, nomeadamente as podas e empas em vinhas, a aplicação de herbicidas nas culturas permanentes, a conclusão das sementeiras e adubações dos cereais de pragana e o início da preparação dos terrenos para instalação das culturas de Primavera/Verão.

Reservas hídricas

Quanto às reservas hídricas no final de Fevereiro, o volume de água armazenado nas albufeiras de Portugal continental encontrava-se nos 69% da capacidade total, o que corresponde a um aumento de 3 p.p. face ao final do mês anterior, mas mantendo-se ainda abaixo do valor médio de 75% (1990/91-2017/18).

No final de Fevereiro, o teor de água no solo, em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas, registou uma diminuição face ao final do mês anterior, em particular nalguns locais da região Sul, onde se verificam valores inferiores a 20%.

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