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Estivadores do SEAL em greve desde 5 de Novembro param Autoeuropa

O Porto de Setúbal não opera nem contentores nem o terminal da Autoeuropa desde o dia 5 de Novembro. Um braço de ferro entre os trabalhadores eventuais e os patrões. Em causa está um diferendo laboral desencadeado por um grupo de estivadores precários e a empresa de trabalho portuário Operestiva.

O SEAL — Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística declarou “guerra laboral” ao que chama de “trabalhadores precários” no Porto de Setúbal. Segundo o sindicato, cerca de 90% dos trabalhadores daquela infra-estrutura portuária são eventuais.

Em particular, o SEAL está em braço de ferro com a Operestiva – Empresa de Trabalho Portuário de Setúbal, o que levou à paralisação do Porto de Setúbal, afectando várias empresas, nomeadamente a Autoeuropa, considerada uma das maiores exportadoras nacionais.

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Agepor critica sindicato

Entretanto a Agepor — Associação dos Agentes de Navegação de Portugal emitiu um comunicado onde garante que “não existe trabalho portuário nos terminais de contentores e ‘ro-ro’ de Setúbal desde dia 6” de Novembro.

Para os agentes de navegação esta greve “acontece sem que nenhuma greve ao trabalho em horário normal esteja legitimamente decretada e em vigor”, lembrando que a greve actual se limita “às horas extraordinárias”.

E critica duramente o SEAL por ter boicotado “a assinatura de 30 contratos de trabalho permanentes que iam ser assinados em Setúbal nos primeiros dias de Novembro” e alude à possibilidade de coacção sobre “trabalhadores que querem assinar contratos e trabalhar”.

Estrangular o escoamento dos produtos portugueses

O presidente da CIP — Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, afirmou hoje que a greve no Porto de Setúbal “está a atingir dimensões insustentáveis” por estrangular o escoamento dos produtos portugueses, num país que está “carente de exportações”.

António Saraiva referiu à Lusa que este porto “é vital não apenas para a Autoeuropa, mas para outras empresas da região que o utilizam”.

Estivadores de Lisboa em Setúbal?

A direcção do SEAL revelou ontem, 13 de Novembro, ao final da tarde, que foi confrontada com a informação de que um conjunto de trabalhadores precários do porto de Lisboa, que sempre trabalharam neste porto e nunca prestaram qualquer trabalho noutro porto, tinham sido convocados para se apresentarem hoje, junto à Gare Marítima de Alcântara, a fim de seguirem para o porto de Setúbal, para prestarem trabalho.

“Dado que o pré-aviso de greve do SEAL prevê, nesta situação, a paragem de todas as operações por parte dos trabalhadores que são filiados no mesmo, tal facto irá fazer com que amanhã o porto de Setúbal vá parar totalmente em resultado da colocação de trabalhadores oriundos do porto de Lisboa, que nada têm a ver com o porto de Setúbal, os quais para ali vão ser levados apenas com o intuito de potenciar conflitos entre trabalhadores e, por essa via, tentar responsabilizar o SEAL por eventuais consequências de actos irresponsáveis, deliberadamente provocados pelos Operadores portuários”, referia o sindicato em comunicado.

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