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Eleições: Livre quer 500 mil M€ por ano na economia verde e luta contra a agropecuária intensiva

O Livre defende uma Primavera Europeia, na qual quer um apoio da União Europeia de 500 mil euros por ano na para uma economia verde e um “desvio da agropecuária intensiva em grande escala”, defendendo a agricultura ecológica e a permacultura.

As eleições para o Parlamento Europeu são já a 26 de Maio. E que defende o Livre? Aqui deixamos as propostas do partido liderado por Rui Tavares.

Pois saiba que o Livre quer eleger deputados em Bruxelas para implementar uma “Primavera Europeia”.

O programa do movimento liderado por Rui Tavares explica que “a Primavera Europeia rege-se por um estilo de vida sustentável. Por demasiado tempo a UE permitiu que interesses privados destruíssem os habitats naturais, colocassem em perigo a saúde pública, confiscassem os bens comuns e sacrificassem o bem-estar animal. Hoje, os cientistas são unânimes em assinalar a ameaça mortal colocada pelo aquecimento global, evidenciada pelas extinções massivas da vida animal e vegetal no planeta”.

Assim, diz o Livre, “esta ameaça requer uma resposta ambiciosa e urgente: uma mudança determinada no nosso modo de desenvolvimento e uma transição a todos os níveis da sociedade – energia, consumo, alimentação e agricultura, habitação e crescimento. Estes são desafios de sobrevivência para o planeta e para as futuras gerações”.

Pacto Verde

Com deputados eleitos ao Parlamento Europeu, o Livre apresentará um “Programa de Investimento Verde que investirá 500 mil milhões de euros todos os anos na transição para uma economia verde na Europa”.

Explicam os responsáveis pelo movimento que este investimento “transformará a infra-estrutura europeia para a alinhar com os nossos objectivos climáticos ambiciosos e com as recomendações do Painel Inter-governamental sobre Alterações Climáticas, incluindo a construção de sistemas de energia renovável, a transição para métodos de transporte com emissões baixas e a construção habitacional com elevados padrões de eficiência energética”.

O programa de Investimento Verde consultará as comunidades, as cidades e as autarquias para desenvolver e gerir os projectos mais relevantes a nível local. “As regiões mais dependentes do carvão receberão especial atenção para garantir que cada emprego na área dos combustíveis fósseis é substituído por um na área da transição energética”, diz o programa do Livre.

Políticas de Agricultura e Ordenamento do Território

Por outro lado, o Livre propõe-se a transformar as políticas de agricultura e ordenamento do território de modo a “garantir a segurança alimentar e de recursos naturais, aumentando a sustentabilidade ambiental”.

“Começaremos por alinhar a Política Agrícola Comum (PAC) com outras políticas como as Directivas Aves e Habitats, a Directiva Quadro da Água, a Directiva Nitratos, a Directiva de Uso Sustentável de Pesticidas, a Directiva de Redução das Emissões de Poluentes Atmosféricos e a Directiva-Quadro da Estratégia Marinha”, refere o programa do Livre.

“Desvio da agropecuária intensiva”

Para além disso, o movimento promete promover no Parlamento Europeu “um desvio da agropecuária intensiva em grande escala no sentido de práticas sustentáveis e de pequena escala, nomeadamente redireccionando os subsídios da PAC para agricultura ecológica e permacultura e para a investigação sobre estes temas”.

“Acreditamos que a UE deve ter como objectivo ser auto-suficiente em alimentos de qualidade, ao mesmo tempo que reduz a sua dependência da exportação comercial e do dumping agrícola”, pode ler-se no programa do Livre.

Reconversão florestal

E acrescenta que apoiará os “silvicultores no aumento da biodiversidade e na adaptação às alterações climáticas, promovendo a reflorestação e a reconversão florestal. Finalmente, aumentaremos a contribuição da Europa para a rede Natura 2000 de áreas protegidas e para os sistemas agrícolas e florestais de alto valor natural, assim como para todos os necessários corredores ecológicos e áreas de tampão”.

Transição Azul para a Europa

Na área do mar, o Livre diz que respeitará “os nossos oceanos, desviando-nos de um modelo que os trata como depósito para o nosso lixo. A Primavera Europeia proporá uma Transição Azul na Estratégia Marinha Europeia”.

 

Assim, os deputados do Livre comprometem-se a introduzir legislação que “mantenha a pesca em níveis abaixo do Rendimento Máximo Sustentável e investiremos mais recursos do orçamento da UE em pescarias de pequena escala”.

“Expandiremos radicalmente as Áreas Marinhas Protegidas em toda a Europa de modo a proteger o ecossistema marinho. Implementaremos a resolução do Parlamento Europeu que proíbe a exploração dos recursos do mar profundo. Melhoraremos o sistema de monitorização da poluição nos oceanos para reduzir a quantidade de resíduos nas nossas águas”, acrescenta o programa do Livre.

Pode ver o programa às eleições europeias do Livre completo aqui.

Ver também:

PAN quer imposto europeu para agropecuária intensiva e acabar com apoios do BEI ao regadio

Europeias: PEV contra apoios comunitários ao eucalipto e pela restrição aos pesticidas

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