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Dias de campo Terrapro demonstram vantagens da agricultura de precisão

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A agricultura de precisão está a ajudar os agricultores portugueses a produzir alimentos mais seguros e com menor impacto no meio ambiente, através do uso mais eficiente dos recursos: água, adubos e pesticidas. Os Dias de Campo da Terrapro, empresa de consultadoria agrícola, realizados no Monte de Santo Isidro (Porto Alto), a 12 de Setembro, e na Herdade da Mingorra (Beja), a 19 Setembro, demonstraram que a tecnologia é acessível e fácil de aplicar em qualquer exploração agrícola.

No evento “Precisamente” foram apresentados casos práticos de agricultura de precisão em culturas anuais (milho, arroz e tomate) e permanentes (amendoal, vinha, olival), com testemunhos dos utilizadores sobre os resultados alcançados nas suas explorações agrícolas.

Herdade da Mingorra

Para a Herdade da Mingorra a agricultura de precisão é uma forma de aumentar o grau de conhecimento sobre a equação clima-solo-planta, permitindo gerir melhor os recursos. “Usamos mapas de condutividade eléctrica do solo, que nos ajudam muito na instalação das culturas, sondas de humidade de solo para interpretar e gerir as regas e mapas NDVI para detectar variações de vigor vegetativo. O cruzamento destes dados é fundamental para que possamos tomar as decisões certas na hora certa», afirmou Pedro Hipólito, director-geral da Mingorra, que produz 550 hectares de vinha, olival e amendoal na região de Beja.

Monte da Cegonha

“O NDVI e as sondas trazem-nos muita informação para uma maior eficiência de rega e da produção da azeitona”, garantiu António Grave Jesus, responsável agronómico no Monte da Cegonha. Com a informação recolhida, a sua equipa consegue sinalizar e corrigir falhas no sistema de rega; diferenciar a estratégia de rega consoante os solos, o tamanho das plantas e o seu consumo real de água, obtendo uma homogeneização gradual do vigor do olival e da produção de azeitona.

Sonda de monitorização da humidade do solo

Nas novas plantações, os mapas de condutividade eléctrica são usados para definir sectores e turnos de rega do olival, ajustados à variabilidade das características dos solos. Este grupo empresarial produz 1.000 hectares de olival no Alentejo.

Agrupamento de Produtores de Arroz OryPortugal

O Agrupamento de Produtores de Arroz OryPortugal aderiu à agricultura de precisão há dois anos, recorrendo às tecnologias da Terrapro. “É um programa a 4 anos e o objectivo é conseguir uma produção mais eficiente, utilizar os adubos de uma forma mais amiga do ambiente e no fundo aumentar a rentabilidade das nossas explorações”, explica Vasco Borba, presidente do agrupamento.

O primeiro passo foi o mapeamento da condutividade eléctrica dos solos em 1600 hectares de arrozais no Ribatejo, dados que usaram para definir um plano de análises de terras e posteriores recomendações de adubação. Ao longo do ciclo de desenvolvimento do arroz monitorizam o vigor vegetativo das plantas, através de imagens aéreas NDVI.

Este indicador ajuda a localizar com precisão ataques de fungos e carências em nutrientes e, deste modo, permite realizar uma aplicação localizada dos fungicidas e dos fertilizantes. No final da campanha, os mapas de produtividade, geo-referenciados, são cruzados com os mapas de NDVI e de condutividade eléctrica, gerando um histórico de informação que permitirá actuar de forma mais precisa no ano seguinte.

Barão e Barão

A empresa Barão e Barão aderiu recentemente à agricultura de precisão, nomeadamente, às sondas de medição da humidade do solo desenvolvidas pela Terrapro. António Barão, sócio-gerente da empresa, garante que “a agricultura de precisão será uma prioridade na nossa lavoura a partir do próximo ano, porque estamos convictos de que contribuirá para baixar custos de produção e para o uso mais racional da água”.

A Barão e Barão produz 160 hectares de milho e tem um efectivo de 1.500 bovinos (leite e carne) e 2000 cabras de leite.

Lusosem e New Holland

A Terrapro convidou outras empresas para apresentar tecnologias de agricultura precisão nos dias de campo “Precisamente”.

A Lusosem demonstrou os efeitos dos adjuvantes STICMAN e Li700, auxiliares altamente especializados da pulverização, que equilibram o pH das caldas e atuam sobre o tamanho da gota, limitando a deriva e aumentando a aderência dos produtos ao alvo.

A New Holland apresentou sistemas de auto-guiamento de tractores e alfaias de aplicação de doses variáveis de adubos e pesticidas, com tecnologia Isobus.

Agricultura e Mar Actual

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