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DGAV leva acções de formação de controlo da vespa asiática a Coimbra e Pinhel

A luta contra a vespa asiática, ou velutina, continua na ordem do dia. A DGAV – Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária vai realizar duas acções de formação sobre o “Plano de Acção para a Vigilância e Controlo da Vespa Velutina em Portugal”. As inscrições são gratuitas.

A primeira realiza-se na Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM de Coimbra) no próximo dia 28 de Novembro, com início previsto pelas 10h30. A segunda no Município de Pinhel, a 29 de Novembro, também com início previsto pelas 10h30.

As acções contam com a colaboração do ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, do INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e da FNAP — Federação Nacional dos Apicultores de Portugal.

Explica fonte da DGAV que estas acções destinam-se essencialmente a técnicos dos vários organismos da Administração Central e da Administração Local do Estado, tais como a DGAV, o INIAV, o ICNF, o DRAP e câmaras municipais, nomeadamente GTF – Gabinetes Técnicos Florestais e Serviços Municipais de Protecção Civil.

As acções destinam-se ainda a técnicos de organizações de apicultores (associações, sociedades, cooperativas); de caça; de produtores florestais; a elementos do SEPNA/GNR (incluindo operadores da linha SOS Ambiente); a bombeiros; Guardas de Recursos Florestais; Vigilantes da Natureza; e Sapadores Florestais.

A DGAV realça que a ficha de inscrição (aqui) deve ser enviada à DGAV até ao dia 24 de Novembro, para o e-mail formacao.especializada@dgav.pt.

Espécie predadora

A vespa velutina é uma espécie não-indígena, predadora de insectos, entre eles a abelha europeia, encontrando-se, conforme dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, circunscrita a concelhos do Norte do País. Esta vespa é proveniente de regiões tropicais e subtropicais do norte da Índia, do leste da China, da Indochina e do arquipélago da Indonésia, ocorre nas zonas montanhosas e mais frescas da sua área de distribuição, daí o seu nome comum de “asiática”.

A sua introdução involuntária na Europa ocorreu em 2004 no território francês, tendo a sua presença sido confirmada em Espanha em 2010, em Portugal e Bélgica em 2011 e em Itália em finais de 2012.

Na Primavera uma só vespa, a rainha que hibernou durante o Inverno, constrói um ninho de pequena dimensão (aproximadamente uma bola de ténis), criando algumas vespas que irão posteriormente construir os ninhos que podem atingir grandes dimensões. Os ninhos são construídos em locais com pouca frequência humana, preferencialmente em pontos altos e isolados. Os principais efeitos negativos da presença desta espécie são sobre a apicultura, por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas e a expansão de ninhos em locais de frequência humana.

Após a detecção de uma suspeita de ninho ou de exemplares de vespa velutina, deverá fazer colocar-se o registo com fotografia no site www.sosvespa.pt, informar o SMPC (Junta de Freguesia ou Câmara Municipal) e isolar o local onde se encontra o ninho sem nunca mexer nele.

“O Município de Gondomar cumpre as normas estabelecidas no Plano de Vigilância e Controlo da Vespa Velutina em Portugal, documento elaborado pela Direcção-geral de Alimentação e Veterinária, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária”, garante a autarquia.

Ver também:

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Quercus diz que vespa asiática está sem controlo e lança folheto explicativo

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2 comentários

  1. A quem devemos comunicar a posição de um ninho de vespa asiática?
    Á protecção civil não é, que eles 15 dias depois enviaram me um site nao governamental para o fazer, mas nao consegui partilhar a posição.

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