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DGAV alerta produtores de arroz. Caracol do género Pomacea está em Espanha e França

O caracol maçã (Pomacea insularum) é considerado uma das espécies invasoras mais prejudiciais no Mundo pelos seus efeitos sobre o cultivo do arroz.

Recentemente foi notificado pelas autoridades francesas um foco desta praga numa área húmida na comuna de Fréjus, onde estão a ser tomadas as medidas fitossanitárias de erradicação.

Desde 2012 que estão estabelecidas, a nível comunitário, as medidas fitossanitárias destinadas a evitar a introdução e a propagação na União do género Pomacea.

Se detectar a presença desta praga (adultos, juvenis ou ovos) ou observar um caracol suspeito de ser Pomacea insularum entre em contacto com o técnico da sua organização ou com o serviço fitossanitário da Direcção Regional de Agricultura e Pescas da sua área de residência.

A praga do arroz

O Pomacea insularum é um caracol originário de uma extensa área da América do Sul. É considerado uma das 100 espécies invasoras mais prejudiciais no Mundo pelos seus efeitos sobre o cultivo do arroz.

A biologia e o comportamento da espécie fazem com que os potenciais problemas que possam gerar sejam sérios tanto ao nível agronómico sobre o cultivo de arroz, como a nível ambiental modificando os habitats naturais, onde está localizado.

Trata-se de uma espécie herbívora muito voraz, que afecta directamente os vegetais e algas aquáticas. Assim, todas as espécies de plantas cultivadas em meio aquático, principalmente de arroz, são afectadas, especialmente nos seus estádios iniciais de germinação e crescimento.

Sintomas e estragos

O principal estrago, em regiões do Mundo onde este caracol está presente como uma praga, é o facto de se alimentar de plântulas de arroz.

O caracol alimenta-se sobretudo de plantas jovens de arroz destruindo-as, bem como dos caules resultantes do afilhamento. Daí que os estragos sejam importantes na fase inicial de crescimento e no afilhamento.

De acordo com a literatura, os estragos podem atingir 60-90% da cultura do arroz. Após os ataques da fase crítica, o caracol não causa qualquer efeito sobre a cultura.

Meios de luta

As características gerais da espécie, especialmente do opérculo, permitem que o “caracol maçã” seja muito resistente a qualquer fitofármaco. Assim, não é aconselhável de momento, a utilização de qualquer fitofármaco para o seu combate, salienta a DGAV.

A prevenção é a principal medida de luta contra o “caracol maçã”, devendo ser evitada a sua introdução no País.

Assim, a DGAV informa o seguinte:

  • É proibida a entrada, a detenção, a circulação e ou venda de caracóis do género Pomacea;
  • na importação de plantas aquáticas as mesmas devem estar acompanhadas de um Certificado Fitossanitário;
  • As plantas aquáticas originárias de zonas onde foi detectada a presença do género Pomacea, na União Europeia, apenas podem circular para fora dessas zonas com Passaporte Fitossanitário.

Em países onde a praga foi assinalada as medidas de luta passam por: impedir a introdução nos canteiros mediante a utilização de barreiras físicas nas entradas e saídas de água; e colocar os canteiros em seco após a colheita do arroz e proceder à recolha manual dos caracóis ao por do sol.

Pode consultar o desdobrável informativo sobre esta praga (aqui) e o Plano de Contingência para o caracol do género Pomacea (Perry) aqui.

Agricultura e Mar Actual

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