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Condições climáticas atrasam o ciclo cultural do arroz

O mês de Julho foi seco e as condições climáticas atrasam o ciclo cultural do arroz. Quem o diz é o Instituto Nacional de Estatística (INE), nas suas previsões agrícolas a 31 de Julho.

“No arroz as sementeiras também já se encontram concluídas. As germinações foram regulares, com bons povoamentos e ausência de infestantes, mas a falta de períodos prolongados de temperaturas elevadas, bem como a persistência de neblinas matinais (no litoral Centro), atrasaram o ciclo vegetativo e impediram um desenvolvimento mais rápido e sustentado”,explicam os técnicos do INE.

Apenas sementeiras de Abril/Maio estão em floração

Numa altura em que a grande maioria das searas ainda está na fase de encanamento, e apenas as sementeiras de Abril/Maio já se encontram em floração, as previsões continuam a apontar para a manutenção da produtividade da campanha anterior, 8% abaixo da média do último quinquénio.

“Para este facto também contribuíram os problemas de salinidade elevada na água de rega das searas de arroz da zona de Samora Correia e no Campo de Vila Franca de Xira”, acrescentam os técnicos do INE.

Intensificação da situação de seca meteorológica

No final de Julho, e de acordo com o índice meteorológico de seca PDSI1, observou-se uma intensificação da situação de seca meteorológica: todo o território encontrava-se em seca meteorológica (98% em junho), sendo que as classes mais intensas (extrema e severa) estendiam-se por 37,8% do Continente (33,9% em junho).

Estas condições meteorológicas permitiram a realização dos trabalhos agrícolas, quer manuais quer mecanizados, e favoreceram, duma forma geral, o desenvolvimento das culturas instaladas.

Reservas hídricas

Quanto às reservas hídricas no final de Julho, o volume de água armazenado nas albufeiras de Portugal continental encontrava-se nos 65% da capacidade total, inferior ao valor registado no final do mês anterior (68%) e ao valor médio de 70% (1990/91-2017/18).

No final de Julho, o teor de água no solo, em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas, registou uma diminuição em quase todo o território, com destaque para as regiões do Litoral Norte e Centro. As regiões do interior Norte e Centro, região de Vale do Tejo, Alentejo e Algarve continuavam com valores inferiores a 20% e, em alguns locais, os valores foram muito próximos do ponto de emurchecimento permanente.

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