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Chuva ainda não chega. 60% do continente ainda está em situação de seca

A água começou a cair do céu e os dias ficaram cinzentos. Mas ainda não chega. Apesar da chuva das semanas mais recentes, 60% do território continental ainda está em situação de seca, afirmou o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, no final da reunião da Comissão permanente do Conselho Económico e Social que teve como tema o balanço do plano de combate à seca.

“De uma maneira geral pode dizer-se que acima do Rio Tejo já não existe qualquer situação de seca. A Sul do Rio Tejo ela existe, nomeadamente na bacia hidrográfica do Sado, e a quantidade da água das barragens em muito pouco ultrapassa os 20%, o que é preocupante”, afirmou aquele governante.

O ministro disse que são necessários “dois meses de chuva como está a chover hoje” para que a situação da seca se inverta completamente.

Água já dá até Abril

“Já levamos mais de um mês [de chuva] e o que foi 100% de seca extrema e severa em todo o território”, “reduziu-se a 60%”, disse Matos Fernandes, acrescentando que a chuva que já caiu vai permitir ao País “chegar bem até Abril, sem sobressaltos”.

Barragens dragadas para aumentar armazenamento de água

O ministro afirmou que Portugal vai dragar até um máximo de dez barragens, sobretudo no Sul do País, para aumentar a capacidade de armazenamento de água, acrescentando que este processo será realizado durante o primeiro semestre de 2018 “com impactos ambientais virtualmente nulos”.

Matos Fernandes disse que o investimento necessário para as dragagens “não é muito expressivo”.

A reunião da Comissão permanente do Conselho Económico e Social teve o objectivo de fazer um balanço do plano de combate à seca e o ministro destacou que, “mais do que discutir quais as potenciais reservas de água que podem estar em cima da mesa”, é essencial preparar a adaptação.

Alqueva pode fornecer albufeiras de menor dimensão

João Pedro Matos Fernandes destacou também que o Alqueva poderá desempenhar um papel importante no Sul do País, por “ter uma grande capacidade que, de forma programada, possa levar a água a um número muito vasto de outras albufeiras de menor dimensão”.

O ministro realçou ainda que os agricultores e as associações regantes “vão ter de dizer qual a quantidade de água de que precisam” no final de Janeiro, salientando a importância de planear da melhor forma os próximos meses, garantindo a adaptação adequada caso se volte a verificar uma situação de seca extrema.

Agricultura e Mar Actual

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