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Cavalos-marinhos da Ria Formosa em destaque em Olhão

O Fórum “Cavalos-Marinhos da Ria Formosa”, um debate aberto ao público, onde foram apresentadas as conclusões do projecto, decorreu no dia 17 de Setembro, no Mercado do Peixe de Olhão.

O projecto visa avaliar o estado das populações de cavalos-marinhos da Ria Formosa e o impacto que a captura ilegal tem nas espécies, e sensibilizar para a urgência da sua protecção.

Patrocínio da Fundação Oceano Azul e do Oceanário de Lisboa

Com o patrocínio da Fundação Oceano Azul e do Oceanário de Lisboa, a Sciaena – Oceanos # Conservação # Sensibilização e a Associação Natureza Portugal —WWF, envolveram a comunidade local e diversas entidades, resultando neste Fórum, apoiado pela Câmara Municipal de Olhão e pelo GAL-Pesca Sotavento.

Foram debatidas questões sociais, legais e económicas, bem como questões relacionadas com o estado de conservação das populações destas espécies, que já foram consideradas as maiores do Mundo.

Mais de 60 participantes

Um público de mais de 60 participantes, entre os quais pescadores comerciais e recreativos, mariscadores, investigadores, autoridades, autarquias, empresários, estudantes, professores e ambientalistas, participaram activamente no debate, mostrando “os distintos contactos que foram realizados ao longo dos três meses em que o projecto esteve no terreno”, disse Rita Sá, uma das responsáveis pelo projecto e especialista em Oceanos e Pescas na ANP — WWF.

Para a bióloga, “foram colocadas várias questões pelos participantes que dificilmente terão resposta sem o envolvimento a longo prazo de todas as partes interessadas”.

Captura ilegal de cavalos-marinhos

As conclusões deste encontro foram apresentadas por Gonçalo Carvalho da Sciaena, que evidenciou, “a questão da captura ilegal de cavalos-marinhos é apenas um de inúmeros problemas e desafios que a ria enfrenta, ao qual não podemos voltar as costas. Ficamos chocados com as notícias de extinção de espécies emblemáticas noutros locais do Mundo, como os rinocerontes-brancos ou os orangotangos, mas a maioria das pessoas nem se apercebe que o mesmo está a acontecer aqui no nosso País. Não podemos deixar que isto aconteça aos cavalos-marinhos”.

Para Tiago Pitta e Cunha, da Fundação Oceano Azul e do Oceanário de Lisboa, “esta reunião mostra que o Algarve está a começar a despertar para o flagelo do desaparecimento em massa dos cavalos-marinhos da Ria Formosa. Trata-se de uma espécie que poderá desaparecer a curto prazo, mas que a manter-se poderia ser um símbolo forte desta região”.

A Sciaena, a ANP — WWF, a Fundação Oceano Azul e o Oceanário de Lisboa vão agora analisar os resultados desta campanha e planear futuras acções.

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