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CAP lamenta morte de Álvaro Barreto, ministro “responsável pela aplicação da Política Agrícola Comum em Portugal”

A CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal lamenta o falecimento de Álvaro Barreto, que assumiu a governação dos desígnios da Agricultura Nacional, entre 1984 e 1990.

“Álvaro Barreto desempenhou as exigentes e importantes funções de ministro da Agricultura entre os anos de 1984 e 1990, coincidindo esse período com a adesão de Portugal à então CEE. Os portugueses devem-lhe a negociação e a introdução no nosso País da Política Agrícola Comum, que representou um salto qualitativo importante para a modernização, qualificação e competitividade do nosso sector agrícola”, afirma Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da CAP.

Reversão da Lei da Reforma Agrária

Aquele responsável acrescenta que “outro marco que importa destacar na hora do seu desaparecimento é a memória que lhe é merecida por ter sido um destacado protagonista na reversão da Lei da Reforma Agrária, permitindo a recuperação de muitas propriedades ocupadas no período mais negro da revolução, repondo normalidade e paz social e laboral na agricultura nacional”.

Para Eduardo Oliveira e Sousa, “sendo impossível destacar todo o percurso de tantos anos dedicados à gestão ministerial da pasta da Agricultura, importa, contudo, salientar o papel de relevo na dinamização do projecto de investimento de Alqueva, ao qual deu o seu aval no início dos anos 80, quando tutelava a pasta da Indústria e Energia. Nesta ocasião, cumpre à CAP dirigir sentidos pêsames aos seus familiares, manifestando um profundo reconhecimento ao Homem e ao Político, pelo sentido de Estado, de Missão e de Dever que demonstrou ao longo da sua intensa e duradoura carreira”.

Comendador da Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial

Comendador da Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial Classe Industrial, Álvaro Barreto (1936-2020), destacou-se pela sua longa e profícua carreira política e empresarial. Licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico, iniciou as suas funções como gestor no Grupo CUF, na década de 1960, tendo posteriormente servido como administrador em diversas empresas nacionais como a Lisnave, Setenave ou Millennium BCP.

Foi presidente do Conselho de Gerência da TAP e presidente do Conselho de Administração da Soporcel. A par da carreira de gestor, teve uma intensa vida política, sempre ligado ao partido a que aderiu depois da instauração da Democracia, o PSD. Foi ministro de diversas pastas, em sete governos: Ministro da Indústria e Tecnologia no Governo de Carlos Alberto da Mota Pinto; Ministro da Indústria e Energia com Francisco Sá Carneiro; Ministro para a Integração Europeia com Francisco Pinto Balsemão; Ministro da Agricultura e do Comércio e Turismo com Mário Soares; por duas vezes, Ministro da Agricultura, Pescas e Alimentação no Governo de Aníbal Cavaco Silva; e, finalmente, Ministro de Estado das Actividades Económicas e do Trabalho com Pedro Santana Lopes.

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