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CAP contra proibição da carne de vaca nas cantinas da Universidade de Coimbra

A CAP — Confederação dos Agricultores de Portugal manifesta a sua “profunda perplexidade relativamente à notícia respeitante à eliminação da oferta de carne de vaca nas 14 cantinas alimentares da Universidade de Coimbra”.

O esforço de descarbonização faz-se com a agricultura e com os agricultores e não contra a agricultura e contra os agricultores

“Condenamos a adopção de uma medida deste tipo, que contraria o que devem ser políticas públicas responsáveis e coincidentes com a estratégia nacional de desenvolvimento sustentável e de descarbonização da economia.
Apelamos a que alunos, professores e funcionários se oponham a esta decisão”, diz a CAP.

Para aquela Confederação, a invocada “emergência climática”, desígnio que a “todos convoca, não deve – não pode – servir de pretexto para a tomada de decisões infundadas, baseadas em alarmismos incompreensíveis. Esta decisão, tomada num contexto universitário, espaço de liberdade e de conhecimento, ainda causa maior perplexidade”.

A anunciada imposição, que privará alunos, professores e funcionários, de “um elemento que faz parte da dieta alimentar portuguesa e mediterrânica, é uma limitação à sua liberdade de escolha e contribui para confundir os portugueses, porque é alarmista e assenta em pressupostos infundados”.

Descarbonização sem vacas?

Para a direcção da CAP, a agricultura, onde se inclui a floresta e pecuária, é a principal actividade desenvolvida pelo Homem que “mais contribui para a captura de carbono. O esforço de descarbonização faz-se com a agricultura e com os agricultores e não contra a agricultura e contra os agricultores”.

Em comunicado, a CAP refere que as “pastagens biodiversas fixam mais toneladas de CO2 do que aquelas que são emitidas, ou seja, há um balanço positivo, que será tão mais positivo quanto mais produzirmos em território nacional com o nosso tradicional tipo de produção”.

Acrescenta o mesmo comunicado que a redução das importações e o desenvolvimento da agricultura e da produção nacional, “contribuirá para a captura de carbono e para a diminuição da pegada ecológica, ao mesmo tempo reduzindo o saldo da balança comercial”.

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Um comentário

  1. Convém explicar aos cidadãos que a recente medida implementada que impede o consumo de carne de vaca na Universidade de Coimbra (UC), é simplesmente um experimento social que está também relacionado com uma agenda política de cariz neoliberal e clerical, como forma de testar a reacção das pessoas ao serem privadas da sua liberdade de escolha ao mesmo tempo que são obrigadas a adoptar um comportamento anti-natural, que as priva de um alimento essencial ao seu organismo e dieta alimentar.

    Isto não é novo, na Idade Média, o poder financeiro e clerical do regime da Inglaterra obrigava os cidadãos que trabalhavam a terra a entregar praticamente toda a carne que produziam para consumo da elite (monárquicos, nobreza, clero), ficando reservado ao povo raízes e legumes, e a morte por doença ou desgaste/destruição do seu organismo devido a má e incorrecta alimentação.

    Posto isto, e perante esta grave situação que está a acontecer na Universidade de Coimbra (UC), que coloca em causa a saúde e bem-estar dos funcionários, alunos, e professores, que em nada tem a ver com a chamada «descarbonização» ou «alterações climáticas», a República deve de imediato iniciar uma auditoria e investigação a este entidade por forma a averiguar a origem e o porquê desta medida.

    A Natureza quando gerou o Homem, fê-lo com determinadas características alimentícias, contrariá-las para além de não ser uma evolução é uma anormalidade que traz consequências para o nosso organismo.

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