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Campanha de Cortiça 2019: Portugal consegue produção de 4 milhões de arrobas

A FilCork — Associação Inter-profissional da Fileira da Cortiça estima, na campanha de extracção da cortiça em 2019, uma produção na ordem das 4 milhões de arrobas em Portugal e 2,2 milhões de arrobas em Espanha, totalizando 6,2 milhões de arrobas, ou seja, cerca de 93.000 toneladas, o que representou um aumento de cerca de 13% de cortiça disponível face ao ano de 2018.

“A campanha de extracção da cortiça de 2019 concretizou as expectativas do sector em termos de quantidades de cortiça produzida”, refere uma nota de imprensa da associação,acrescentando que a quantidade de cortiça na campanha de 2019 “permitiu assegurar as necessidades da indústria, face à procura do mercado e aos stocks existentes”.

No entanto, as condições climatéricas registadas nalgumas regiões do País, condicionaram a campanha e as quantidades extraídas, transitando esta cortiça para a campanha de extracção de 2020.

De acordo com o histórico disponível, a associação espera para 2020 um aumento da cortiça produzida em cerca de 30%.

Preços caem 12%

Ao nível dos preços, registou-se uma redução na ordem dos 12% face ao ano anterior, uma inversão face ao aumento de 2018, ainda assim numa tendência de crescimento sustentado desde 2009 em diante.

Relativamente aos preços de extracção, registou-se um aumento dos mesmos, “continuando a ser uma realidade a dificuldade de contratação de recursos humanos”, realça a FilCork.

Exportações abrandam

No ano de 2018 alcançou-se a meta dos mil milhões de euros de exportações, registando-se um aumento de 8,1% face a 2017, fixando-se as exportações nos 1.067 milhões de euros.

“Esta tendência de aumento regista um abrandamento em 2019. As exportações portuguesas de cortiça tiveram no período acumulado de Janeiro a Setembro de 2019, uma redução em valor de 0,1%, relativamente ao período homólogo do ano anterior (Janeiro a Setembro de 2018), num total de 807,3 milhões de euros exportados (equivalendo a uma redução de cerca de 531 mil euros)”, explica a mesma nota de imprensa.

A FilCork  dá ainda um destaque negativo para a redução nas exportações no produto rolhas de cortiça natural, cilíndricas, de cerca de 21,5 milhões de euros (-6,8%), para um aumento de 12,5% (+12,4 M€) para as rolhas de cortiça aglomerada, cilíndricas, para vinhos espumantes e espumosos.

Mais-valia ambiental

A Associação Inter-profissional da Fileira da Cortiça refere ainda que a “imagem da cortiça, natural, sustentável e suporte de ecossistemas de grande valia ambiental e paisagística é valorizada pelo consumidor final. Novos produtos e novas soluções tendo por base a cortiça suportam uma estratégia de diversificação, cada vez mais efectiva”.

Por outro lado, a certificação florestal e a sua utilização como mecanismo de mercado “é cada vez mais uma realidade. A FilCork reconhece a importância deste modelo e da necessidade de uma transmissão efectiva de valor à base produtiva que garanta uma resposta das áreas de montado à crescente procura por produtos certificados”.

Segundo a mesma nota, a fileira “continua a apostar no investimento na gestão, na inovação e na promoção da qualidade, com reflexos no produto final e na posição que detém nos mercados”.

A geração e transferência de informação, continua a ser “uma preocupação da FilCork, sendo concretizada através de algumas iniciativas contempladas no projecto desenvolvido no âmbito da operação 5.2.1 Inter-profissionais do PDR 2020, para o período 2018-2021 e na sua participação no Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça”.

Agricultura e Mar Actual

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