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Caça: DGAV pede reforço da vigilância da mixomatose em lebres

A DGAV – Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária emitiu um conjunto de “Recomendações ao Sector da Caça” para o reforço da vigilância da mixomatose em lebres.

A medida surge na sequência da recente confirmação de mixomatose em lebre (Lepus granatensis) pela primeira vez, em Espanha.

Aquela Direcção salienta que o vírus da mixomatose “circula há várias décadas em Portugal, afectando quer o coelho doméstico, quer o coelho-bravo”. No entanto, noutras partes da Europa, “existem casos confirmados de infecção em lebres-europeias (Lepus europaeus)”.

Não transmissível a humanos

A DGAV frisa que se trata de uma doença que apenas afecta lagomorfos, não sendo transmissível aos humanos.

Recentemente, foi confirmada, pela primeira vez, a infecção em lebre (Lepus granatensis), em Espanha, pelo Laboratorio Central de Veterinaria de Algete, embora ainda esteja em curso a investigação epidemiológica, assim como outras análises laboratoriais, a fim de determinar as causas da mortalidade verificada naquela espécie. ver aqui o comunicado da Junta da Andaluzia.

Grupo de Trabalho +Coelho

Aquela Direcção relembra que integra o Grupo de Trabalho +Coelho (ver aqui), criado na sequência do Despacho nº 4757/2017 de 31 de Maio, que contempla uma rede de epidemiovigilância e rede de recolha de material biológico de coelho e lebre.

Até à data não foi reportada mortalidade fora do comum em lebres em Portugal, nem foram detectados casos de infecção pelo vírus da mixomatose nesta espécie.

Recomendações

No entanto, para além das medidas já recomendadas para o coelho-bravo, a DGAV aconselha:

  • Deve ser intensificada a vigilância nas zonas de caça através da prospecção e recolha de cadáveres no campo, cumprindo os procedimentos de higiene e biossegurança recomendados;
  • Sempre que se verifique mortalidade de lebres, não deve ser feita qualquer movimentação de animais (captura, translocação, repovoamento), mesmo que aparentemente saudáveis, por forma a evitar uma possível disseminação do(s) agente responsável(eis) por doença em lebres;
  • Os cidadãos sem formação não devem manipular estes animais;
  • Estes animais não devem ser consumidos;
  • Deve ser reportada ao Grupo de Trabalho +Coelho (maiscoelho@iniav.pt) a presença de lebres doentes ou mortas;
  • Os animais vivos doentes devem ser capturados, colocados dentro de uma caixa (de preferência, caixa de plástico com arejamento, para que possa ser convenientemente limpa e desinfectada), com vista ao seu envio rápido para os Laboratórios Nacionais de Referência para a Saúde Animal no INIAV (neste caso, o INIAV deve ser imediatamente contactado telefonicamente – 214403500);
  • Os cadáveres deverão ser recolhidos para análise seguindo procedimentos de higiene e biossegurança, de acordo com a metodologia disponibilizada pelo INIAV (aqui e aqui) utilizando-se para isso os kits disponibilizados e a rede de recolha e conservação, consultável no site do Projecto +Coelho;
  • Sempre que os cadáveres não sejam enviados para análise, deverá ser promovida a sua correcta eliminação de acordo com os procedimentos em vigor.

A DGAV refere que continuará a acompanhar a evolução da situação, e caso necessário, serão divulgadas novas recomendações.

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