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Brasil desenvolve variedades resistentes à principal doença do arroz na Ásia

As primeiras linhagens brasileiras de arroz resistentes à bactéria Xanthomonas oryzae pv. oryzae, principal patogénico que assola a cultura em vários países asiáticos e americanos, acabam de ser validadas no Panamá,avança o o site de comunicação social brasileiro do Grupo Cultivar.

Apesar de a doença ainda não ter sido registada no Brasil, os novos materiais foram desenvolvidos por meio de melhoramento genético preventivo, que estuda as doenças e pragas das principais espécies agrícolas antes que elas cheguem ao país.

O trabalho foi executado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) e a Embrapa Arroz e Feijão (GO), no âmbito do Programa Embrapa Labex-USA da Secretaria de Relações Internacionais (SRI), e contou com parceria do Instituto de Pesquisa Agropecuária do Panamá (IDIAP).

Utilização do Banco de Germoplasma

Para desenvolver os novos materiais, os investigadores acederam ao Banco de Germoplasma da Embrapa Arroz e Feijão, que abriga 27.000 variedades de arroz recolhidas em todo o Mundo. Eles identificaram três acessos, cada um contendo um gene de resistência à doença. “Nós seleccionamos três genes de resistência de amplo espectro, ou seja, genes que promovem resistência simultânea a várias ‘raças’ de Xanthomonas. Os genes foram introduzidos em uma mesma variedade para desenvolver plantas resistentes a várias raças de Xanthomonas”, detalha o investigador Márcio Elias, do Programa Embrapa Labex-USA que faz também parte do Beltsville Agricultural Research Center, no estado de Maryland, Estados Unidos.

Por sua vez, Paulo Hideo Rangel, especialista em melhoramento de arroz da Embrapa Arroz e Feijão e co-responsável pelo projecto, salienta a importância de se desenvolver materiais resistentes a pragas e doenças, adaptados às condições de plantio do país. “Muitas vezes procura-se combater uma doença importando uma variedade resistente desenvolvida por outro país. Por regra, essas variedades não se adaptam às condições brasileiras e são pouco produtivas nas nossas condições”, diz o pesquisador, frisando que as novas culturas desenvolvidas pela Embrapa são adaptadas ao Brasil e apresentam alta produtividade. Rangel, que é o coordenador do Banco de Germoplasma de Arroz, acrescenta ainda a importância da conservação de variedades desse cereal para o futuro. “O melhoramento preventivo começa no Banco de Germoplasma. Os genes que procuramos estão conservados nas milhares de variedades que guardamos para uso presente e futuro no melhoramento de plantas”, afirma.

Agricultura e Mar Actual

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2 comentários

  1. Amílcar Duarte

    Na verdade, é uma variedade resistente a uma doença e não a uma praga.

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