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Avisos Agrícolas de Entre Douro e Minho: alerta para podridão cinzenta da vinha e actinídea do kiwi

A Estação de Avisos Agrícolas de Entre Douro e Minho acaba de divulgar a sua Circular nº 17/2017, na qual alerta para a podridão cinzenta e ácida ou acéptica da vinha, mas também para a actinídea e a mosca do Mediterrâneo na cultura do kiwi.

Aquela Estação de Avisos faz ainda recomendações para que se evitem pragas nas pomóideas, na nogueira, olival, citrinos e hortícolas.

Vinha

Sobre a podridão cinzenta na vinha (Botrytis cinerea) os técnicos da Estação de Avisos Agrícolas de Entre Douro e Minho dizem que têm “observado, nos últimos dias, alguns focos de Botrytis, embora de reduzida importância”.

As condições meteorológicas (tempo seco e quente) têm atrasado o desenvolvimento da Botrytis. “Se se mantiverem, o problema pode vir a ser ultrapassado sem grandes perdas. No entanto, em vinhas afectadas, será prudente antecipar a vindima, logo que as uvas atinjam um estado de maturação aceitável para o fabrico dos vinhos pretendidos”, realça a Circular.

Já no que diz respeito à podridão ácida ou acéptica, aquela Estação de Avisos Agrícolas refere que encontrou “percentagens elevadas de cachos, em vinhas e locais muito diversos”, com a doença.

A podridão ácida é causada por leveduras e bactérias, transmitidas por insectos vectores, sobretudo do género Drosophila (D. melanogaster, D. simulans e outras), ao alimentarem-se e porem ovos nos bagos danificados por outros factores (causas mecânicas, oídio, traça e outros).

Às espécies locais de drosófilas, veio há poucos anos juntar-se a Drosophila suzukii, espécie exótica que tem a particularidade de poder atacar as uvas sãs, ao contrário das drosófilas locais.

A D. suzukii tem sido capturada em todas as armadilhas colocadas por aquela Estação de Avisos em vinhas da Região dos Vinhos Verdes.

No entanto, ainda não há estudos que permitam dizer se o aumento de casos de podridão ácida está ligado ao estabelecimento desta nova praga na Região.

A podridão ácida faz aumentar a acidez volátil dos mostos, contribuindo para a perda de qualidade dos vinhos. Pode destruir completamente os cachos ainda na videira, sobretudo nas castas brancas.

“Recomenda-se a eliminação dos cachos ou das partes dos cachos afectadas por ambas as podridões, com maior cuidado no caso da podridão ácida, reduzindo ou eliminando os efeitos negativos que pudessem ter na qualidade dos vinhos”, pode ler-se na Circular.

Kiwi

Quanto à bacteriose da actinídea (Pseudomonas syringae pv. actinidae) na cultura do kiwi, os técnicos daquela Estação de Avisos Agrícolas referem que o tempo seco é desfavorável à infecção e disseminação da PSA.

A mudança para tempo de chuva, mesmo pouca e temperaturas suaves, desencadeia a expansão da bactéria pelos pomares e a infecção das plantas sãs ou novas infecções nas que já foram infectadas.

“Antes da colheita, corte e retire as plantas mortas e os ramos secos em plantas ainda vivas”, recomenda a Estação de Avisos Agrícolas de Entre Douro e Minho.

Por outro lado, a mesma Circular diz que a mosca do Mediterrâneo pode atacar os kiwis à medida que estes se aproximam da maturação. Assim,”deve manter a vigilância, fazendo uma inspecção regular ao pomar, procurando encontrar frutos atacados pela mosca”.

“Se dispõe de armadilha para monitorizar a mosca do Mediterrâneo no pomar de kiwis, a captura mesmo de poucos exemplares, é um sinal de alerta”, realça a Circular.

Pode ler a Circular completa aqui.

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