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Anpromis: “Produtores de milho grão vivem um dos seus momentos mais difíceis”

“Os produtores nacionais de milho grão vivem um dos seus momentos mais difíceis, motivado pela acentuada e continua quebra da cotação deste produto no mercado mundial, de há quatro anos a esta parte”.

Isto apesar de ser de “muito boa qualidade pelo que urge valorizá-lo junto da indústria nacional”. Estas são algumas das conclusões do 9º Colóquio Nacional do Milho, organizado pela Anpromis — Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo.

O encontro, realizado a 7 e 8 de Fevereiro, na Póvoa do Varzim, com apoio do Santander Totta, sentou à mesma mesa todos os intervenientes da cadeia de valor – agricultores, indústria, grande distribuição e Governo. Tratou-se de um debate sobre o futuro dos cereais e do leite em Portugal, num evento que reuniu cerca de 450 participantes de todo o País.

No resumo das conclusões do encontro, feito pela Anpromis, os produtores destacam que “a seca extremamente severa que assola o nosso País, sobretudo no Centro e Sul, representa para os produtores nacionais um motivo de enorme preocupação, pois coloca em causa a sobrevivência de um elevado número de explorações agrícolas e agro-pecuárias”.

Ajuda pedida ao Ministério

Por isso, a Anpromis, enquanto representante da agricultura de regadio, “solicita desde já ao Ministério da Agricultura que defenda de forma decidida o investimento em novas infra-estruturas de retenção de água nas principais regiões agrícolas do País”.

Referem os produtores de milho que, numa altura em que “a falta de água se agrava a cada dia que passa, importa o Ministério da Agricultura assegurar desde já as condições para o recebimento das Medidas Agro-Ambientais aos agricultores que por motivos da seca, não consigam instalar as suas culturas”.

Estratégia Nacional para a Promoção da Produção de Cereais

Quanto à recente criação, por parte do Governo, do Grupo de Trabalho que vai definir a Estratégia Nacional para a Promoção da Produção de Cereais, a Anpromis considera que constitui para os produtores de milho grão “um sinal de alento que revela a atenção dedicada a esta importante fileira”.

“Os inúmeros aproveitamentos que são dados ao milho, tenha ele como destino a produção de grão ou a silagem, fazem com que esta cultura seja única”, concluem ainda os produtores, mas adiantando que “o nosso País possui um grau auto-aprovisionamento de cereais que se encontra entre os mais baixos da União Europeia, apenas ultrapassado por países como Chipre, Malta e a Holanda, o que coloca em causa a nossa soberania alimentar”.

Para os responsáveis pela Anpromis, a agricultura de precisão e o investimento em novas tecnologias, “constitui uma aposta fundamental à competitividade tanto dos produtores de milho grão, como de milho silagem”.

Sector leiteiro

Mas, neste encontro o debate não se ficou pelo milho e abordou também o leite. Outra das conclusões do 9º Colóquio Nacional do Milho assume que o sector leiteiro nacional “vive uma profunda crise económica pelo que urge aproximar a produção, a indústria e a grande distribuição de modo a valorizar a produção nacional”.

Para a organização do Colóquio, o organismo inter-profissional que existe ao nível do sector leiteiro nacional “tem de ser revitalizado em prol da competitividade desta importante fileira”.

“O milho, como nenhuma outra cultura em Portugal, mobiliza pessoas e dinamiza iniciativas como foi bem notório durante este colóquio que teve lugar na Póvoa de Varzim”, dizem os produtores de milho.

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