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Agricultores do Sul criam serviço de comercialização internacional de ovinos

A ACOS – Associação de Agricultores do Sul criou o Serviço de Comercialização de Ovinos, cuja apresentação formal decorrerá no dia 20 de Setembro, pelas 11h30 horas, nas suas instalações, em Beja. Ganhar escala, garantir a segurança comercial e a continuidade da ovinicultura, bem como contribuir para as exportações, são os principais objectivos deste serviço.

Mas os agricultores do Sul não se ficam por aqui. Querem, a médio prazo criar uma unidade de concentração e acabamento de borregos em território nacional e alargar o projecto à comercialização de outras espécies animais, nomeadamente a caprinos, bovinos e suínos.

Quanto ao novo serviço de comercialização de ovinos, é desenvolvido em parceria com a Ovipor, uma cooperativa espanhola do sector agropecuário, inserida num grupo mais alargado de cooperativas da região extremenha e andaluza, e o EA Group, entidade com quem a ACOS já mantém, no sector da lã, uma parceria há 4 anos. O protocolo de colaboração entre estas organizações terá um período experimental de um ano, após o qual será avaliado e, se necessário, melhorado.

Esta plataforma comercial tem como objectivo “organizar e desenvolver a ovinicultura do sudoeste peninsular, promovendo a evolução técnica e sanitária das explorações em perfeita harmonia com o meio onde se inserem e estabelecer preços à produção de forma objectiva com base nas cotações definidas semanalmente em bolsa”, refere uma nota da associação.

Mas, a ACOS salienta que este Serviço Comercial de Ovinos pressupõe o cumprimento de um conjunto de normas estabelecidas com base nas necessidades dos produtores e nas exigências de mercado, visando garantir uma maior competitividade e segurança no escoamento dos animais.

De acordo com a direcção da ACOS, “o sucesso desta plataforma comercial só poderá ser alcançado através de uma actuação consertada entre os produtores e de um elevado sentido de compromisso para com este projecto conjunto. Só assim será possível elevar o patamar de qualidade da nossa produção e ganhar poder negocial. Além do cumprimento das exigentes normas sanitárias, o processo implica algumas melhorias técnicas na produção dos animais de forma a alcançar um padrão de qualidade e homogeneidade da carne de borrego”.

Acrescentar valor e reduzir custos

“Acrescentar valor, reduzir custos de produção, aumentar a qualidade, garantir a segurança alimentar dos consumidores e promover o consumo desta carne de qualidade superior, com características únicas, que é a de borrego, são algumas das metas, cujo objectivo último é permitir a viabilidade económica das explorações de ovinos e a sua permanência nos territórios em que estão inseridas, onde tão importante papel social, ambiental e económico desempenham”, acrescenta a mesma fonte.

Esta parceria decorre de uma relação madura entre a ACOS e a Ovipor, organizações de produtores que actuam em zonas consideradas ‘periféricas’ no contexto europeu, que partilham de uma situação geográfica com características muito semelhantes, onde se pratica a criação de gado em extensivo e, por conseguinte, enfrentam também os mesmos desafios e interesses de mercado.

O protocolo de colaboração entre estas organizações terá um período experimental de um ano, após o qual será avaliado e, se necessário, melhorado.

A ACOS tem como objectivos a médio prazo a criação de uma unidade de concentração e acabamento de borregos em território nacional e alargar o projecto à comercialização de outras espécies animais, nomeadamente a caprinos, bovinos e suínos.

Este protejo “vai ao encontro das directrizes europeias resultantes do ‘Fórum da Carne de Ovino da União Europeia’, no que respeita à produção e comercialização do sector ovino. Entre outras medidas, encoraja-se a criação de denominações que cubram várias regiões com características semelhantes, como forma de contribuir para a resolução dos problemas sociais, ambientais e económicos das zonas periféricas”, explica a direcção da ACOS.

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