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AEP com nove empresas na maior feira de alimentação do Sudeste Asiático

A edição deste ano da Food&HotelAsia, a maior feira de alimentação do Sudeste Asiático, conta com nove empresas portuguesas de produtos alimentares e de equipamentos e utensílios para hotelaria e restauração. O evento decorre entre esta terça e sexta-feira em Singapura. Nos quatro dias de funcionamento, a organização espera acolher mais de 68 mil profissionais vindos de todo o mundo.

A representação nacional no certame, que reúne mais de 3.000 expositores, de 70 países, integra fabricantes de equipamentos de refrigeração (Frigocon e Mercatus) e para padaria e pastelaria (Ferneto), de máquinas de café (RST), de fogões (António Meireles), de cutelaria (Icel), de azeitonas, azeite e temperos culinários (Maçarico), de bolachas, amêndoas de chocolate e rebuçados (Vieira de Castro) e de barras de cereais (Nutre).

Trata-se da terceira participação organizada pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), depois dos “resultados bastante positivos” conseguidos nas duas edições anteriores, em 2012 e 2014, justifica Mónica Moreira, directora da AEP Internacionalização, estrutura que operacionaliza o programa associativo de internacionalização “Bussiness on the way”, que no corrente ano abrange cerca de quatro dezenas de acções em 27 mercados.

“A oferta portuguesa dirigida ao canal HORECA está bem cotada internacionalmente e tem surpreendido pela inovação e pelos produtos diferenciadores. Há nichos, como se tem visto ultimamente nas maiores feiras mundiais, em que Portugal já compete de igual para igual com países tradicionalmente mais fortes. São essas competências e ‘know-how’ que queremos ajudar a potenciar”, sublinha a responsável da AEP, para quem a Food&HotelAsia é já “uma das maiores” feiras profissionais de alimentação do mundo.

“Uma empresa portuguesa que consiga ter êxito em Singapura, poder vender no mundo inteiro. Basta que continue a trabalhar para isso”, reforça Mónica Moreira.

ProWine Asia

Na 20.ª edição, a Food&HotelAsia reforça a sua centralidade junto dos operadores globais da fileira da alimentação e bebidas. É que, em paralelo, decorre a estreia da ProWine Asia, versão asiática de uma das feiras de vinhos europeias mais participadas. Com este evento especializado, a organização passou a ocupar mais de 100 mil metros quadrados no maior centro de feiras e congressos de Singapura. Foi o espaço requisitado pelos cerca de 3.350 expositores, de 70 países, e 66 pavilhões nacionais.

Não admira, por isso, que a Food&HotelAsia surja fisicamente arrumada em seis áreas temáticas: FoodAsia (alimentação), HotelAsia (hotelaria e restauração), SpecialityCoffe&Tea (especialidades baristas), Bakery & Pastry (panificação e pastelaria), HospitalityStyleAsia (interiores e ‘contract’) e HospitalityTechnology (soluções tecnológicas para a indústria hoteleira).

Do programa da feira constam ainda uma conferência internacional, várias ‘masterclasses’ e quatro concursos para profissionais de cozinha, bar e pastelaria.

A execução do programa “Bussiness on the way” da AEP é co-financiada pelo Compete 2020 no âmbito do Portugal 2020 – Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização, Eixo II – Projectos Conjuntos – Internacionalização.

Trocas comerciais reduzidas

Singapura é considerada uma das economias mais abertas do mundo, vivendo essencialmente do comércio. É uma cidade-Estado insular e também o centro político e económico mais estável do Sudeste Asiático. Nas últimas décadas, ganhou uma posição relevante no comércio internacional, ao apostar na sua localização estratégica, através do investimento na modernização e expansão das suas infraestruturas portuárias e logísticas, o que aumento a sua importância no contexto da distribuição mundial.

Actualmente, as reexportações representam cerca de 47% do comércio do país, fazendo de Singapura um mercado decisivo para as empresas apostadas em fazer negócios na Ásia. As trocas comerciais entre Portugal e Singapura são ainda pouco significativas, o que não espanta se se tiver em conta que em 2014 apenas 396 empresas portuguesas vendiam neste mercado, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Mesmo assim, no ano passado a balança foi-nos favorável. Segundo a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (aicep Portugal Global), em 2015 o nosso País exportou para lá cerca de 52,9 milhões de euros em bens e serviços, com as importações a ficarem-se pelos 42,7 milhões de euros. As máquinas e aparelhos (36,2%), os veículos e outro material de transporte (20%), os produtos químicos (7,6%), os instrumentos de óptica e precisão (4,6%) e os metais comuns (4,3%) foram os grupos de produtos “made in Portugal” mais procurados.

De realçar que, no ano transacto, os produtos alimentares surgem na sétima posição na lista das nossas exportações para aquele mercado, com 1,4 milhões de euros, o que representou um aumento de 6,1% face a 2014. Igualmente positiva foi a evolução dos produtos agrícolas, cujas exportações cresceram 125,8% entre um e outro ano, embora, em valor, se tenham ficado pelos 800 mil euros.

Já Portugal comprou a Singapura, sobretudo, produtos químicos (48,6% do total importado em 2015). Seguiram-se as máquinas e aparelhos (30,1%), os instrumentos de óptica e precisão (10,6%), os plásticos e borracha (6,4%) e os produtos alimentares (1,4%).

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