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Açores mantém vigilância a eventuais novos focos da doença hemorrágica viral nas populações de coelho-bravo

A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas dos Açores, através da Direcção Regional dos Recursos Florestais, mantém a vigilância a eventuais novos focos de doença, promovendo anualmente recolhas de amostras de coelho-bravo, no âmbito do programa de monitorização do impacto da nova variante da doença hemorrágica viral (DHV) nas populações de coelho-bravo nos Açores.

http://www.azores.gov.pt/NR/rdonlyres/9A6A3230-C6B2-4F43-8910-B7D4A2FE33A5/1117299/196853.JPG

Este programa implementado há cinco anos pela Direcção Regional dos Recursos Florestais, com a colaboração do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (CIBIO-UP), visa a recolha de amostras de animais recém-abatidos na caça, para que se possa avaliar a existência ou a evolução de uma resposta imunitária adaptativa do coelho-bravo à DHV.

Universidade do Porto nos Açores

À semelhança dos últimos anos, elementos da equipa do CIBIO-UP deslocar-se-ão às ilhas de São Miguel, a 24 de Novembro, Graciosa, de 26 a 29 de Novembro, e Terceira, a 30 de Novembro e 1 de Dezembro, para, em colaboração com os Serviços Florestais e caçadores locais, procederem à recolha das amostras.

Uma vez que o impacto da DHV sobre a abundância de coelho-bravo tem sido diferente de ilha para ilha e, em alguns casos, entre diferentes zonas da mesma ilha, esta iniciativa é essencial para uma gestão cinegética que se pretende cuidada e ajustada à realidade regional.

Caça

No interesse comum em preservar as espécies que se podem caçar nos Açores, o Governo Regional solicita a comparência e a colaboração dos caçadores nos locais pré-estabelecidos em cada ilha para a recolha de amostras de coelho-bravo, cuja hora e localização pode ser consultada na página da DRRF na Internet, aqui.

“Esta recolha de amostras é fundamental para perceber a forma como a DHV está a afectar as populações de coelho-bravo nos Açores e assim desenvolver uma gestão cinegética que se pretende cuidada e ajustada à realidade regional”, realça um comunicado do Executivo Regional dos Açores.

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