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Açores investiram mais de 5 M€ no contraste leiteiro nos últimos 10 anos

Os Açores investiram, nos últimos 10 anos, mais de cinco milhões de euros no contraste leiteiro, um instrumento indispensável à boa gestão das explorações, cujos resultados são motivo de orgulho para produtores, associações e governo. O anúncio foi feito hoje, 16 de Março, pelo secretário Regional da Agricultura e Florestas.

“O percurso feito orgulha, motiva e dá confiança para o futuro”, afirmou João Ponte, acrescentando que, além das verbas aplicadas no Contraste Leiteiro da União Europeia, é preciso somar o investimento feito pelos agricultores e associações agrícolas na melhoria das produções, na qualidade do leite produzido e na genética.

Livros do Contraste Leiteiro 2015/2016

João Ponte, que falava na apresentação e entrega dos Livros do Contraste Leiteiro 2015/2016, organizada pela Associação Agrícola da São Miguel, considerou que este é um momento de afirmação do sector leiteiro da maior ilha do arquipélago e da excelência da sua produção leiteira.

“Em 10 anos, a nossa produção de leite cresceu, em termos médios, 20% e o volume de negócios das cinco principais indústrias de lacticínios dos Açores registou um crescimento de 40% no mesmo período”, salientou o titular da pasta da Agricultura, considerando que estes dados demonstram bem a importância da agricultura no tecido produtivo da Região.

No caso concreto da ilha de São Miguel, João Ponte adiantou que a receita bruta dos agricultores, considerando o valor médio de 2017, representou 115 milhões de euros.

POSEI

Ao nível das ajudas do POSEI no sector leiteiro, só na ilha de São Miguel representou 30 milhões de euros em 2017 e o volume de negócio das indústrias cerca de 260 milhões de euros, indicou o governante.

“São valores expressivos, que demonstram claramente a importância deste sector e, sobretudo, devem implicar-nos a todos – agricultores, associações, indústria e governo – a trabalhar de forma articulada para aumentar a rentabilidade do sector e continuar a puxá-lo para cima”, frisou João Ponte.

Reforçar lácteos no continente

Por outro lado, o governante afirmou que há trabalho a fazer nos Açores para se conseguir reforçar a presença dos produtos lácteos açorianos em Portugal continental e, ao mesmo tempo, aproveitar os mercados já abertos pelo país a nível internacional para vender mais.

João Ponte recordou que Portugal continental importa actualmente 54 mil toneladas de queijo e exporta apenas 9,5 mil toneladas, sendo que os Açores produzem anualmente 31 mil toneladas de queijo.

“O desafio é vender melhor os nossos produtos, conquistar novos mercados para, no fundo, criarmos mais riqueza e podermos pagar melhor a toda a fileira, que vai da produção até à indústria”, afirmou João Ponte.

Novos apoios do PRORURAL+

O secretário Regional da Agricultura e Florestas anunciou ainda que será aberto novo aviso no âmbito do PRORURAL+, para candidaturas a apoio de projectos piloto e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias no sector agrícola, dado que o aviso aberto em Janeiro, cujo prazo de candidaturas termina hoje, ficou deserto.

João Ponte reafirmou que o sector agrícola tem futuro e é apetecível, como comprovam os mais de 20 jovens que viram os seus projectos de primeira instalação aprovados nos últimos três anos.

Agricultura e Mar Actual

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