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Açores: Fundação Rebikoff-Nigeller disponibiliza dados sobre o mar à comunidade científica

O director Regional dos Assuntos do Mar adiantou, na Figueira da Foz, que o Governo dos Açores está a preparar um protocolo, com financiamento associado, para que “o vasto arquivo de imagens de batimetria e de dados ambientais” recolhido pela Fundação Rebikoff-Nigeller possa ser posto ao serviço da comunidade científica regional e do Executivo, “numa parceria estratégica fundamental para o mapeamento dos recursos marinhos” da Região.

Filipe Porteiro, que falava sábado, na cerimónia de entrega dos prémios Excellens Mare 2018, da PricewaterhouseCoopers, referiu que este protocolo “envolverá novos mergulhos com o submarino LULA1000, imagens e informação oceanográfica de elevada qualidade que será posta ao serviço dos Açores e das suas equipas científicas”.

Prémio ‘Natura Mare’

A Fundação Rebikoff-Nigeller, sediada na Horta, recebeu este ano o prémio ‘Natura Mare’, no âmbito dos prémios Excellens Mare, pelo trabalho desenvolvido em prol do conhecimento, documentação e da conservação marinha.

“A distinção da Fundação Rebikoff-Nigeller é uma grande honra para os Açores”, afirmou Filipe Porteiro na sua intervenção, lembrando que o trabalho desta fundação, sediada na Região desde 1994, “tem promovido o conhecimento do oceano profundo e dos processos ecológicos que aí decorrem, de forma absolutamente extraordinária”.

Esta fundação, através do submersível LULA1000, “tem documentado espécies, habitats, comportamentos e formas de vida com uma qualidade que não tem paralelo a nível global”, disse o director Regional, acrescentando que “as grandes cadeias internacionais de documentários de natureza, como a BBC, a National Geographic ou a Discovery, entre outras, têm usado imagens únicas de ambientes marinhos exóticos que atraem multidões”.

“Hoje conhecemos melhor o nosso oceano também pela acção da Fundação Rebikoff-Nigeller”, frisou.

Capaz de mergulhar até 1.000 metros de profundidade

O Governo dos Açores apoiou a construção do submersível LULA 1000, capaz de mergulhar até 1.000 metros de profundidade, através da atribuição de fundos do ProConvergência e estabeleceu um protocolo com a fundação, que disponibilizou 20 horas de mergulhos para aumentar o conhecimento sobre o Mar dos Açores e melhor definir políticas públicas de conservação marinha.

Mais recentemente, o Executivo açoriano contratou os serviços da Rebikoff-Nigeller para estudar a acumulação de lixo marinho nos fundos do oceano, no âmbito do Plano de Acção para o Lixo Marinho dos Açores (PALMA) que irá permitir à Região responder sobre esta matéria à Directiva-Quadro Estratégia Marinha da União Europeia.

O director Regional lembrou ainda que foi a Rebikoff-Nigeller que descobriu o submarino alemão U-581, abatido em 1942, durante a 2.ª Guerra Mundial, a sul da ilha do Pico, e cuja área onde se encontra será classificada como património arqueológico subaquático.

Conhecimento do mar profundo

“A PwC reconheceu este ano o mérito e a excelência do trabalho desenvolvido pela Fundação Rebikoff-Nigeller nos Açores”, afirmou o director Regional, referindo que este trabalho “tem sido relevante para o progresso do conhecimento sobre o mar profundo que envolve as ilhas”.

Filipe Porteiro frisou ainda que o Governo dos Açores, através da Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, mantém um “estreito contacto” com esta fundação, nomeadamente “na aplicação da informação produzida para sustentar políticas de conservação do meio marinho”.

Os prémios Excellens Mare alcançaram já um grande prestígio a nível nacional e internacional na distinção de entidades nacionais que se destacam na promoção da economia e empreendedorismo nos assuntos do mar, da cultura marítima e da divulgação das temáticas do mar.

Agricultura e Mar Actual

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